não tenho, nem me lembro de ter, guarda chuva. era o chapéu que me bastava. estará na altura de procurar um?
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5 de janeiro de 2010
4 de janeiro de 2010
coisas nossas
tinha várias coisas para registar mas o cabo da máquina andou perdido e o tempo foi passando. no natal, uma avó ausente e uma bisavó presente e o número ideal de convivas, aproveitei-os pouco, anestesiada por o que não importa. a caminho dos dois anos o piolho encerra o ano no auge da absorção infinita das palavras. tenho de registar, para memória futura, que passou repentinamente dos mmmm às palavras quase perfeitamente pronunciadas saltando a fase das onomatopeias e das palavras em versão bebé, acho que nunca disse popó, bumbum, nanar ou qualquer uma dessas variantes e nem mesmo chegou a pronunciá-las como simplificações que me obrigassem a construir um "dicionário" de transição. ontem ao deitar recapitulava: -mama sipicado (supermercado) leitinho- deixando numa grande parte das vezes os artigos, verbos e pronomes de fora. avançou com as primeiras palavras só aos dezanove meses e saltaram-lhe da boca numa pronúncia quase correcta. desde aí o vocabulário explode em número e dificuldade todos os dias e isto faz-me concluir, mais uma vez, que cada criança cresce ao seu próprio ritmo e isso é que é o normal.
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bom ano 2010
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8 de setembro de 2007
música para os meus ouvidos
sou esganiçada a cantar e tenho consciência disso, ao menos tenho-lhe a consciência que ainda há quem não a tenha. no entanto, gosto de vocalizar e estrebuchar as cordas vocais, quem não gosta de espantar? não espanto ninguém no banho que o respiro à escuta faz-me confusão. gosto de me espantar no carro e de volante na mão, que não quero ouvidinhos estoirados de ninguém e gosto de estrebuchar os agudos e explorar os graves. gosto de ir assim comigo, eu comigo a soltar-me de mim. pena que (lá vem sempre a parte negativa na vidinha) tenho reduzidas as viagens motoras e solitárias. agora dou mais ao pé ou aos pés, que também fizeram com que permanecesse mais vezes no rés do chão com suporte desportivo. hoje uma viagem fez-se a estoirar a voz que as lembranças esticam-me os pelos e arrepiam-me as memórias. lá estou eu com as memórias e com os meus botões.
16 de abril de 2007
batatada
tão desreguladas são as rotinas que há três dias me perseguia um nauseabundo odor que vagueava pela zona de produção, reserva e destruição de alimentos. finalmente descobri-as, elas eram três, como os dias que demorei a encontrá-las, podres, em parte amolecidas, a putrificar. quase lhes vomitei em cima não fosse a rapidez do abandono. nem chegaram a grelar tadinhas encerradas num saco plástico, asfixiadas, sem luz e ar. nem as quis ver, admito que não consegui se quer analisar-lhes a putrefacção mas garanto-as mortas e já com outros seres vivos.
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confesso que não fosse a insistência em verificar todas as solas possíveis de transportar tamanho odor não as encontraria. mas era fresco, um odor demasiado fresco para transportar da rua sem ressecar e se perder ligeiramente.
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são mais três semanas desrotinadas, com a outra metade por fora, não vale enfiar produtos vivos em casa e o melhor é fazer um update dos artigos existentes. agora que ele já voa preso em dez horas de sessenta centímetros quadrados de espaço colo as solas à terra e começo a correr com as tarefas arrastadas.
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confesso que não fosse a insistência em verificar todas as solas possíveis de transportar tamanho odor não as encontraria. mas era fresco, um odor demasiado fresco para transportar da rua sem ressecar e se perder ligeiramente.
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são mais três semanas desrotinadas, com a outra metade por fora, não vale enfiar produtos vivos em casa e o melhor é fazer um update dos artigos existentes. agora que ele já voa preso em dez horas de sessenta centímetros quadrados de espaço colo as solas à terra e começo a correr com as tarefas arrastadas.
12 de abril de 2007
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