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25 de novembro de 2015

12 de maio de 2014

meu querido hipotálamo
























nunca se é permanentemente feliz. quão cansativo e inebriante seria não poder libertar outras hormonas que precisam bulir e ebulir. há sinapses. a combinação de nos arrastarmos com ar na cara e de nos somarmos outra vez faz repor os níveis de endorfina. é imprescindível um pouco de morfina na vida. haverá mais endorfina de hora marcada o que não lhe retira potência talvez até a amplifique. meu querido hipotálamo vais para além da homeostasia.

25 de outubro de 2013

imagens fora de contexto, ou até não
























depois de passearmos numa urgência, tentarmos o médico de família, contactarmos o pediatra pelo telefone e passearmos com uma carta para uma eventual visita ao hospital central com pediatria de urgência para despistagem de causas mais complexas, eis que a mãe com colaboração via Skype do pai faz o diagnóstico, executa um internamento migratório entre o quarto e o corredor próximo da cozinha, e avança com os primeiros tratamentos de enfermagem. já lá iam 5 dias de queixas que excluíam febre, diarreia ou vómito. mas há mais vida para além destas evidências e não, o menino não se queixava de dores na zona centro por uma eventual adaptação à escola, a escola vai bem e recomenda-se. e, as mães conhecem os filhos, às vezes podem distrair-se que também é humano mas não  não era o caso. muniu-se de tudo um pouco, chá, massagens, ginástica cueca (sim essa mesma que se faz a bebés entre o primeiro e o terceiro mês quando o sistema digestivo começa a funcionar e surgem os primeiros danos colaterais que os fazem contorcer-se), e um saco de água quente (onde raio andará a botija quando precisamos dela?). para o diagnóstico desprovidos de estetoscópio, esse ex-libris que passeia no pescoço deles, dos médicos, usamos o ouvidinho e a máxima sensibilidade da ponta dos dedos mesmo sem sabermos na ponta da língua que raio de dobras entre órgãos andávamos nós a apalpar. devia ter bebido todas as poções mágicas preparadas mas da próxima a coisa vai ser melhor que senti que o discurso lhe estava a bater forte lá dentro. tens micróbios que te estão a provocar dores e precisas de mandar para lá uma tropa extra para ajudar no combate, nem sempre podemos só ingerir o que nos sabe bem porque às vezes precisamos de ir buscar tropa de combate a outros sítios e por muito que o nosso corpo seja uma máquina super hiper espectacular às vezes precisa de uma ajudinha, de uma mãozinha. e a minha mão demorou a sair-lhe de cima da barriga. entretanto parece que a chuva abrandará durante o fim de semana e até poderá espreitar o sol e como a temperatura continua amena poderá dar se o caso de até lhe fazer a vontade e deixá-lo molhar-se até aos ossos, e deixá-lo até sentir a chuva a bater-lhe na cara. e, como o irmão escapou também ao tradicional terceiro dia de febre e ficou-se pelo diagnóstico de foi bicho passageiro, poderá dar-se o caso de irmos mesmo os três dançar à chuva e pode também ser que se for dia de casamento de viúva consiga-mos que o sol nos alivie a encharcadela.

24 de outubro de 2013

terceiro e quarto dont





















ensinar-me a construir uma ponte foi o mote para um final de tarde como gosto. ficaram os dois a desafiar-se em construções. o menor a alinhar, a empilhar e a murar (olha o que eu fiz mama), o maior desatou a construir um coliseu em contra-fiado (o Carnaval também pode servir para conversar de mais coisas). o nosso material vem de outros jogos mas tem sido muito flexível a várias explorações que pertencem ao brincar. alguns brinquedos não deviam ter nem idade nem especificidade.

19 de março de 2013

mama podes escrever-me aqui uma coisa?
















vê quanto é que eu te gosto muito - a quantidade de estrelas que há no mundo. olho para ti e vejo que no mundo não há nenhum pai assim. este desenho é para ti. m aos 5 anos.

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982