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2 de dezembro de 2019

do que conta para a história das memórias






























às vezes conversamos sobra a nossa história, as vossas memórias e as vivências individuais e coletivas. a vossa infância é única, especial e muito vossa, fruto da construção desta família que começou neste pai e nesta mãe. a cada um dos vossos nascimentos há coladas histórias a marcarem o percurso de todos. M fruto do museu ibere início dourado da vida laboral, da vida familiar, do trabalho emancipado num escritório, V fruto da crise instalada e início dos nossos vai e vens enquanto família, a emigraçao ao rubro, as viagens, o mundo aberto, dois paises a fazer de lar, presenças nas ausencias, ausencias nas presenças, um ano na s mathews school. X fruto dos regressos, das reconstruções, das reinvenções mais e menos duras, fecho de ciclo. fruto de um ciclo. 

5 de novembro de 2019

apertar os cintos primeira viagem a arrancar para novas dimensões





























montanha russa acima montanha russa abaixo. sei que acabamos de aterrar na bilheteira e que ainda olhamos perdidos a lista de diversões, ainda estudamos o mapa e balançamos entre as atrações radicais e os divertimentos seguros. serás sempre tu que nos levarás aos mais recentes parques de diversões. já sabemos da risota pegada, do nervosismo acelerado e do medo e da adrenalina. as piadas parvas do início do parque são só para relaxar e nos ambientar. vamos apertando o cinto a cada recado da escola a ver se a soltura não descamba e se as piadolas do átrio de entrada não se tornam em bebedeiras nem pôem ninguém em coma cerebral. vamos esgotando blá blás morais e espicaçando o efeito fora de grupo. sabemos das emoções a darem sinais de contrações de braxton tal e qual o alerta do parto não eminente mas muito próximo. esta semana havia sinais positivos, uma calmia que esperamos prolongada para não estarmos sempre em apneia. e, como veio recado para casa coletivo mas em versão positiva armamo-nos com cana de pesca e botas de chuva e lançamos o anzol a pescar episódios escolares. lá vieram emoções e histórias, miudezas e profundezas mas entre o sacado saiu um pedido de desculpas espontâneo e sincero à professora de evt. se foi motor ou promotor não sabemos mas serviu para falarmos do efeito borboleta a ver se contagia estes infindáveis dias de chuva que nos têm alagado a mercearia das contas que fazemos. há sempre injustiças e justiças e tensões e emoções mas assim que se acalma o inverno que guarde a imagem da borboleta colorida que lhe mostrei e que nunca queira ser peça do tetris que faz linha e desaparece.

3 de fevereiro de 2019

flash back



é uma espécie de viagem no tempo, quase dois anos atrás. um tributo aos beatles é uma viagem às nossas viagens. liverpool. abril. 2017

7 de dezembro de 2018

viajar é sempre ir à escola


folheio-lhe os cadernos e vejo as viagens a sair-lhe da pele. e dos lápis.

31 de outubro de 2018

desert dress code


absorver o espírito do lugar a cada latitude. uma e outra vez.

30 de outubro de 2018

ter atenborough´s em casa


sabíamos que seria o ponto alto da viagem o momento em que se sentariam no cume mais alto da bossa de um dromedário mas depois camaleões, macacos, serpentes também marcarão estes dias.

27 de outubro de 2018

as pequenas e as grandes viagens



















vamos faltar à escola. vamos faltar à escola mas vamos mais para dentro dela. na escola trocam-se conhecimentos. nas viagens vivemos conhecimentos.  mergulhamos em conhecimentos. vivemos família. vamos faltar à escola mas vamos mais escola adentro ou escola afora. vamos perder aulas e ganhar mundo. voltaremos com as bagagens a transbordar. vamos faltar à escola e meter os pés e as mãos no mundo.

26 de setembro de 2018

e se mais mundo houvera


estar irremediavelmente com o vicio do ir na pele faz de mim gestora de listas de projetos na gaveta. viagens em lista de espera, ires em grande e ires em pequeno, tantos ires em tão pequenino que me moem. parecem urgências na alma que cada vez que fervilha vira mala na porta. cada vez que lhes espreito livros a transbordar de matérias, conceitos novos, textos, contas e tipos de relevos apetece agarra-los estrada fora que as matérias comem-se melhor cinco sentidos adentro por ai fora.

5 de setembro de 2017

deixa-o resto


deixa-o resto escapou-nos do registo mas colecionamos lugares especiais.

1 de setembro de 2017

fazer estrada

não dormir uma noite seguida seguramente há mais de um ano faz de mim zombi. máquina em piloto automático. espécie de cérebro em derrapagem. tanto se sussurra como se grita, tudo nas mesmas proporções. mas aterramos de uma volta cheia de tudo o que para nós são as férias. em trânsito por todos os nossos lugares e mais alguns novos, a acrescentar apeadeiros. preenchidos de campo e praia, estradas e ruelas, caminhos e passadiços, dunas e planaltos. das províncias configuradas no século xvi só deixamos por pisar uma.  temos a vida desarrumada e muita vontade de fazer uma reentrée a organizar gavetas. este setembro, como tantos outros, será o nosso janeiro cheio de projetos, a transbordar de tarefas e alterações a espraiarem-se por muitos quadrantes da nossa vida.

24 de julho de 2017

cartas III





























trarás colado ao corpo para sempre a cidade de cambridge a nossa casa de pés no chão, um pátio verde e o esquilo nestum conquistado com o mesmo sabor. trarás para sempre colado ao corpo os anos de vai e vem, as memórias que se esvaem na cabeça dos teus irmãos das brincadeiras na neve e dos mergulhos no tanque do nosso apartamento fronteiriço de basel. nada disto, prevê-se, fará parte das tuas memórias, só da tua história. são tornados de circulações entre três cidades que nos foram arrastando enquanto família como os meses em tornado em que finquei os pés para não nos levar o vento e mantive um adulto para três crianças em modo operacional. garantimos todos as rotinas básicas que incluíam banhos tomados, refeições equilibradas, acompanhamento escolar, amor, histórias ao deitar e algum lazer com rotinas apertadas à cadência de três horas para amamentar, trocar fraldas e dar mimo de bebé colado ao corpo. sobrevivemos. sobrevivemos já a tantas histórias. sobrevivemos já a tanta carga metida nos contentores. trarás para sempre colado ao corpo uma vida em trânsito de que não te recordarás. uma língua com a qual apenas contactarás nos bancos de escola. saberás que surgiste no improviso que construímos com ainda mais amor, no incerto que agarramos com mais união apesar dos dias em que nos espalhávamos entre os três chãos que te dão história. saberás do skype, do facetime e das audio e video chamadas da segunda década do segundo milénio. saberás que foste o presente que nos demos na comemoração da nossa década oficial. saberás que foste a viagem que a vida nos propôs fazer em troca de acrescentar milhas às milhas desses anos. tens entretenimento diário a 4 dimensões, duas personalidades em loop a emanar energia. um a estrafegar-te de beijos apertados e a contagiar-te de amor e bichos, outro munido da sua paciência, sapiência, serenidade e vontade, no alto dos seus 9 anos, a ajudar-te a queimar etapas de crescimento envolvido no mais delicado casulo de carinho. tu a mostrar que conheces o teu clã, os quatro pés da cadeira de baloiço confortável onde te embalas a crescer. a sapiência em pessoa aos 8 meses, que denuncias ao sorrir para um ecrã onde só usas dois sentidos para reconhecer o nosso boy mor. derrete-mo-nos. e eu e os meus botões sabemos que os solavancos de tempo em que me estás a permitir descansar serão passageiros. e que a maior viagem é esta a da vida da família que construímos.

24 de abril de 2017

há uma vida em cada viagem


as viagens enchem uma vida, são uma vida condensada em menos dias do que os dias que a vida tem. as viagens têm vida dentro, muitas vidas dentro. nas viagens há aprendizagens, há lazer, há sestas e perguntas. cabem nas viagens rotinas e desgovernos. as viagens são o açúcar que nos recheia a vida. 

23 de abril de 2017

slow trip



ele mergulha nas viagens, imerge, submerge mais rico. mesmo que as viagens arrastadas em modo mais slow down a conjugar o verbo conjugar mais vezes, muitas mais vezes, nos exijam mais, também ficam infinitamente mais recheadas de pérolas preciosas para as memórias. 

19 de abril de 2017

wild life scotland



uma espécie de inter rail no nosso frigorífico de volante canhoto.

17 de abril de 2017

eilean donan castle



a viagem à escócia foi um mergulho sem equipamento de snorkling. precisamos de dotar o nosso submarino de meios de autosuficiência para garantirmos a sanidade mental de dois adultos duas crianças e um bebé.  inverness-shire acolheu-nos como decorre o nome numa tradução provinciana, num inverno permanente de chuvas e vendavais. percorrer uns metros para chegar ao eilean castle foi verdadeira expedição wild life a que qualquer criança transforma em aventura.

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982