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1 de novembro de 2017

primeiro de novembro





























até podermos, as tradições que nos fazem sentido, mantê-las-emos. um dia este território pode já não fazer parte delas e só das memórias. alimentê-mo-las enquanto pudermos é disso que se tratam muitos feriados.

adeus para sempre



alimentaremos memórias no nosso plano B.

16 de novembro de 2016

ninho


























ter de um dia para o outro o ninho cheio.

19 de julho de 2016

a preparar o que virá



pronto a relembrar cada união, a aconchegar o inverno.

7 de junho de 2016

muitos retalhos depois







































































faltam muitos finalmentes para esta manta ir parar às nossas camas. é no verão que se prepara o inverno por isso um pinguim que se transforma  está também a preparar estações vindouras.

20 de maio de 2016

histórias e mantas



















































uma manta nova a crescer entre serões de histórias.

23 de março de 2016

4 de março de 2016

go back

























não sei que memórias guardarão. serão muito distantes das nossas porque nem a vida se repete nem a infância se mimetiza. deixamos muitas portas entreabertas, espreitamos janelas entre dois países e se a memória não vos falhar lança-mo-vos ao mundo. há mais uma caixa de pequenos legos que trazem novas figuras mas é esta riqueza não palpável, este vazio de objectos, aqueles dias conjugados a quatro no verbo explorar que queremos que fiquem. vão e voltem. 

27 de fevereiro de 2016

relações umbilicais para a vida

























é no vosso abraço cúmplice que pinto mais verde a vontade que tenham uma ligação como a que conheço de cor.

25 de fevereiro de 2016

memórias revisitadas

























a minha professora de antropologia queria muito que os seus alunos associassem o início do curso de arquitectura com uma infância no meio de construções com legos. eu, que apesar de gostar da senhora, achava a associação bacoca, quase "assumi" que devia introduzir outras ferramentas de brincadeira com receio de encerrar o espectro de descoberta de áreas de interesse aos meus filhos. queria muito abrir-lhes a amplitude e cheguei à conclusão que construções podem até treinar um cirurgião, um mecânico ou, melhor ainda, nada destas catalogações profissionais do século xx. estamos só no início do século xxi. eu cada vez mais gosto dos brinquedos sem século, com formas puras e multi funcionais. temos a casa sempre aberta a novas peças de lego e encontramos sempre uma maior amplitude de utilizações.

7 de janeiro de 2016

tivemos tudo a que tínhamos direito






































sol e chuva, dentro e fora, praia e campo. tudo condensado neste umbigo que é o nosso. com os nossos. viagens que de tão perto se vai longe nas memórias e nos afectos. e a parte de uma manhã não é nada por isso este pequenino desejo pode ir para o caderno do novo ano. voltar. voltar lá mais vezes.

26 de dezembro de 2015

natal




























metemos sempre a mão na massa. somos matriarcas adolescentes rodeadas de testosterona. aumentaremos as queixas com a idade só porque faz parte mas repetiremos tudo de novo a cada ano. alinharemos em duo a ginástica física e mental que ciclicamente fazemos numa exigente gestão que herdamos. a cada ano que passa mais nos apaziguamos com os flashs que retemos. encaixamos novas rotinas e enquadramos as nossas tradições em ebulição em rituais que serão uma continuação de nós e o início da história deles. eles ter-se-ão uns aos outros. em parte já percebem dessa riqueza de se terem. 

25 de novembro de 2015

13 de novembro de 2015

wip



























são histórias aos quadradinhos que vão agasalhando rapazes de ontem de hoje e de amanhã.

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982