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18 de setembro de 2018

cabeças no ar



no carro há mais espaço para o cérebro ter menos estimulação e mais facilmente surgem perguntas: porque se chama quarto crescente? há tantas utilizações da palavra quarto, as frações, onde dormimos, porque utilizamos quarto crescente se é metade da lua que vemos? mais tarde googlamos a questão , satisfizemos a curiosidade e avançamos em conhecimentos que vão além da informação que nos passam na escola. por isso tentemos reter a ideia mais do que reproduzir matéria para testes estimulemos as crianças a fazerem perguntas. para que as suas cabeças andem mais vezes no céu sem limites.

11 de abril de 2017

rembrant escossês



















enquanto fintávamos chuva e quilómetros em extensões desproporcionadas, as imagens lançavam-se como chapadas leves. aqueles filtros atiravam-nos quase em permanência para rembrant. quilos de quadros numa espécie de exposição permanente em movimento.

4 de julho de 2016

20 semanas



e muitos movimentos feito cócegas.

14 de fevereiro de 2016

arco da velha


























entre o lá e o cá apanhamos a luz do sol espalhada. gotas de água suspensas no ar.

4 de janeiro de 2016

re continuar

























pronta para mais um ano em que só um dígito mudou....e nada mais....

22 de novembro de 2015

around the world


























-vamos dormir, já é noite os primos ligaram mas agora não atendem...
-claro, já devem estar a dormir que lá também é de noite, não vês que o céu não é partido?!!!
é inteiro, não é cortado assim às fatias!

conteúdo visual, filho grande.
conteúdo oral, filho pequeno

15 de novembro de 2015

época natalícia

























traremos as nossas decorações. entretanto ficam ideias passadas. 1, 2.

18 de outubro de 2015

e depois




























agarramos o mundo com todas as forças. saímos de trilhos conhecidos e confortáveis. colamos-lhes outras culturas ao corpo. entrega-mo-nos a bandejas de novidades. estamos, de onde partimos, a meio caminho do polo norte. a mãe reclama muito dos trabalhos de casa no computador, são jogos aliciantes, numa grande parte das vezes desenvolvem o treino pretendido mas, outras, tornam-se contraproducentes, jogar sem assimilar os conteúdos não resulta. a mãe faz malabarismos e atira ao pai a sua quota parte. o filho safa-se e muito se deve à escola que o lançou nesta vida. a linguística absorve-a, sobretudo, nos recreios. é um novo mundo, este, cheio de incógnitas de percurso. e perguntam, muitas vezes, quanto às incógnitas. e esquecem, muitas vezes, que as incógnitas também são vossas, pais de filhos. e mesmo que vos pareça que o percurso se faz num caminho dentro da zona de conforto, dentro de trilhos mais ou menos conhecidos, nada nos é certo. nada lhes é certo. crescemos, todos, numa quota parte, dentro das margens das incógnitas. 

23 de junho de 2015

a tua felicidade tem sempre a mesma cor






























acontece sempre muita coisa no teu dia. e o dia quase nunca é só teu nem no primeiro ano com as pintas da varicela em transito do teu irmão a aterrar em ti ao de leve. dois anos a rivalizar com festas de garagem. este dia tem sempre os mais especiais balões do mundo e este ano o balão não faltou em outros céus. fazem sempre sentido os balões. há dias que somos mais que suficientes.

7 de julho de 2014

....


3 de julho de 2014

do céu
























perspectivar o céu de baixo para cima ou de cima para baixo.
 mama as nuvens estão na água!

3 de março de 2014

21 de janeiro de 2014

14 de janeiro de 2014

2014






















podia imprimir esta imagem em tamanho gigante. podia ser uma imagem profissional com uma frase poderosa que tenta influenciar, inspirar e comunicar. dessas que se cospem a toda a hora em muitos murais. mas não. esta é tão só uma imagem nossa. deles. da minha vida que não sei bom por onde anda. anda neles. e não. não é só uma imagem.é um momento. e é nosso. é daqueles carpe diem que se deseja todos os dias, se tentam construir, às vezes se montam mas depois se desfazem em perspectivas perspectivadas. tínhamos estado a desfazer o natal. eles quase já desfazem o natal sozinhos. e de tarefas onde todos se encaixam a momentos de parvalheira total é um tirinho. vai dai atiram-se literalmente sapatos e casacos porta fora e depois tentamos arrastar corpos em exaltação infantil no auge. gerimos reclamações enquanto o elevador faz a contagem decrescente e quando o ar lhes bate na cara todos os planetas se alinham de novo. o maior anda mesmo interessado neles e hoje foi a primeira partilha quando chegou à escola. é uma conquista quando nos interessamos por um tema e resgatamos informação que nos motiva. nesse dia enquanto os empurrava na nossa nova nave espacial o maior distribuiu planetas entre os dois. tinha ali mesmo à frente saturno e urano tranquilos e em órbita. o horizonte está sempre ali à nossa mão de semear. por isso foram meter areia e de mãos dadas correram ao longo dos montes que o mar revoltado havia trazido estes dias. o maior chegou um destes dias a perguntar se o mar era um ser vivo e não fosse trazer definições carimbadas na cabeça teria-lhe respondido que sim. que o mar é um ser vivo. mas a resposta foi não e na dúvida a revisão da matéria faz sempre bem. e baralharam-se-me as ideias. enquanto eles continuavam a desafiar equilíbrios nos cumes que percorriam seguiram-se muitos disparos. automáticos e manuais. em quantidade. quase fizemos ali uma ode à felicidade. mas não. sabemos que ela não existe. mas aqueles click click combinados com risadas, mãos dadas, lusco fusco e ar nas nossas caras, foram puros bocadinhos dela. da tal da felicidade. e deram frutos, que depois de muitos filtros e erase's, que nos farão recordar momentos de quando os planetas se alinham e a luz brilha um bocadinho nos nossos dias.

13 de setembro de 2013

4 de setembro de 2013

espectro azul





















































































depois de 4 anos a saltar pelas praias da costa vicentina largamos o carro por uma semana. fiazíamos rolar pneus em muita terra batida e espreitamos praias com gente a caber nos dedos de uma mão em pleno mês de agosto. não se pense que não haverá um algarve com praias onde se estende a toalha em mais de 1 metro quadrado. aqui, se a maré nos deixasse podíamos soltar os meninos a correr em centenas de metros quadrados, a explorarem grutas e a espreitarem céus muito azuis numa espécie de lanternins abertos. a metereologia esteve a favor, ofereceu-nos uma variação enorme de uma das três cores-luz primárias. talvez tivesse sido até possível registar todo o intervalo de nanômetros do espectro da cor azul. diz que o azul é o menos expansivo e forte aos olhos mas também diz que estimula a criatividade. tivéssemos nós um espectrómetro e teríamos recolhido todos os azuis. associam-no à paz, ordem e harmonia, pareceu-nos por isso bem voltar a transbordar de muito azul.

11 de maio de 2013

touch the sky

















há dias de menino exemplar claro. todos os meninos tem dias de meninos exemplares. o grilo é que já perdia o pio, diz que amanhã vai estar calor.

11 de abril de 2013

buracos no céu




































durante quase todo o último mês fomos brindados com céus permanentemente cinzentos. o tecto cinzento, apático, tão monocromático quanto monótono é quase uma constante. hoje a camada que verdadeiramente nos separa do céu rasgou, tímidos buracos que se foram dilatando ao longo da tarde. fomos por isso atrás de azul e da primavera a rebentar.

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982