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30 de abril de 2019

até velhinhos


é uma miúda. tem 3 filhos e viveu em 3 países. teve um namorado durante um década e partilha vivências intensas há uma dúzia de anos. parece que está sempre zangada mas tem o coração serenado e tão agradecido que tem medo que transborde. é daquelas mães insuportáveis que faz saquinhos, lanches e vai a todas as reuniões, conta muitas histórias e gosta de cumprir rotinas. faz muitas macacadas, pendura matéria para estudar nas árvores, canta tabuadas com rimas patéticas mas grita tanto que fica com o coração em trovoada. tem o parceiro melhor deste planeta porque não sabe da vida em outros. desconfia que caminharão até velhinhos, que farão viagens em lista de espera, juntos, mas teve durante muitos anos um sentimento secreto de que as relações podem não durar para sempre e não faz mal. cada vez que olha para o caminho percorrido faz adormecer o sentimento e sorri para o futuro que lembrará ainda mais o passado. chegaram juntos à adolescência da relação, são verdadeiramente uns maduros teenagers. quer muito chegar ao alzheimer a ler a sua própria história de vida, acompanhada por amor. o amor da sua vida. 


25 de abril de 2019

e quando há resistência à sopa



sacamos sempre de truques da cartola. aguarelas, massas para enfiar em fios, plasticinas, picotagens, tesoura e papel, feijões e tudo o que na envolvente próxima se revelar desafio e mostrar algum campo exploratório por desbravar em alternativa aos animados. quando usamos o caminho mais fácil temos ido pela estrada das english super simple songs. 

3 de fevereiro de 2019

flash back



é uma espécie de viagem no tempo, quase dois anos atrás. um tributo aos beatles é uma viagem às nossas viagens. liverpool. abril. 2017

18 de outubro de 2018

numero 2

este és tu cheio de cor. é o que és. focado, determinado, centrado, objetivo. basta-te saber com o que contas e é ver-te ir. finalmente demos-te o que sempre soube que pudesses querer sem saberes. uma única aula parece antever um sentido que tinha no peito. mas és o segundo na fase de abrir portas para te encaixar num mundo que agora tem três. da-mos cambalhotas todos os dias. mas havemos de vos dar o que poderão descobrir que queriam, a cada um, individualizando o mais possível ao que já vão sendo.

29 de dezembro de 2017

dar-lhes música



as férias, o desgoverno dos dias, as desoras, fora de horas, os programas desprogramados para nos dedicarmos apenas à desprogramação dos dias. uns dias a esvaziar. mas, há rotinas dentro da desgovernação imprescindíveis e nem sempre nos podemos expandir fora de paredes. no último dia de férias os rapazes provocaram-se num processo reativo comum em pig pong na versão mais pateta e desgastante, entre remates de trabalhos para férias por terminar. surgiu todo o lixo de que tinham memória, canções de letras vazias e mais provocações. disparar palavras de comando, pedidos a subir de volume, entramos sempre nesse poço sem fundo, num mergulho profundo que nos mostra a escuridão. depois o que sempre nos salva é a inversão de marcha, sempre o inverso, sempre o contrário do que é suposto, sempre a reinvenção. parar. parar mesmo. respirar. puxar o fundo de nós e, responder-lhes assim e assim. e, tudo voltou ao lugar certo.



eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982