queria metade da tua confiança. uma competência tão sedutora que se teoriza como alcançá-la. foi uma das caraterísticas reconhecidas desde cedo na tua ascendência. quando eras metade esbarrávamos porque tinhas quereres com letra maiúscula. hoje sabes ir procurar palavras para fazer fusão, essa beleza de palavra que traduz a passagem do estado sólido para o estado líquido. isso funde-nos numa relação sólida que tem tanta abstração como o estado gasoso da matéria. continuas a nossa abelha a espalhar pólen onde passa, a espicaçar a envolvente próxima e a fazer tremer quem não aceita a natureza do que nos é intrínseco. às vezes falhamos porque te castramos impulsos do que te vem das entranhas mas sabemos lá no fundo que o problema está em nós. não sabemos bem que questões vais ter para resolver muito lá para a frente. daquelas internas e que se guardam nas profundezas. sabemos contudo que enquanto saltitares e fores vendo o mundo a fazer o pino vais sacudindo as questões que te vão caindo em cima. tens certeza das tuas dúvidas. tens certeza daquilo que ainda vais conquistar. conquistas até imensa arte abstrata que imprimes em ti cada vez que existem molhos e sumos coloridos para te nutrir. és uma explosão de vida. extravasas. és a extroversão inata. e para comemorar haja bolo de manga da prima n.
23 de junho de 2022
8 de julho de 2021
14 de setembro de 2020
"pontapé e fé em deus"
é o pontapé de saída. inicio de um estranho ano letivo. a dinâmica muda. retirada de ecrãs com reclamações que se contagiam. ao segundo dia o miolo da nossa vida brindou-nos com mozart no piano. numa espécie celebração do madrugar. o mini tentava cantar o som que lhes lancei já que agora a magia da roda das canções na escola está extinta por causa dos covids. a escola a implementar razoabilidade. a vida a recomeçar no balanço delicioso das rotinas que nos orientam os dias e nos ritmam os convívios. daqui a uns meses desejaremos a anarquia de estarmos juntos, o ir daqui para fora, o estar de calções e uma tshirt. nada de novo. é sempre neste balanço dos opostos que nos alimentamos. pré escolar. primeiro ciclo. segundo ciclo. tudo a espalhar-se em novos desafios. e esta retaguarda que nos sabe a sobremesa. farta de gel desinfetante e do espírito ameaçador de noticias superficiais. farta de números sem historia e de previsões do futuro próximo.
23 de junho de 2020
9 meses dentro 9 anos de fora
18 de março de 2020
o interior do miolo do que fica no meio de tudo
13 de fevereiro de 2020
imaginação viral
2 de dezembro de 2019
do que conta para a história das memórias
27 de agosto de 2019
picardia ao rubro
23 de julho de 2019
a urgência de viagens mundanas
20 de julho de 2019
out sider life / in sider growth






Somos sempre do mesmo tamanho.
As coisas que à volta estão
é que mudam de tamanho.
São as coisas grandes que há,
o amor que há, a alegria que há,
que estão a ficar mais pequenos.
que às vezes já mal os vemos.
Por isso parece que crescemos
e que somos maiores que dantes.
Talvez até mais pequenos
quando o amor e o resto estão tão distantes
que nem vemos como estão distantes.
Então julgamos que somos grandes.
(do livro "O pássaro da cabeça")
18 de julho de 2019
lutas sem som
11 de julho de 2019
histórias aos quadradinhos
8 de julho de 2019
e quando crescemos em plena quarta década
5 de julho de 2019
fomos "almoçar" fora






4 de julho de 2019
perto que é ir mais longe








2 de julho de 2019
o puzzle do tempo ou o tempo de um puzzle

1 de julho de 2019
férias e os mergulhos nos campos, atl´s, atividades e campos de férias
25 de junho de 2019
oito no ponto de biscoito


24 de junho de 2019
s.joão
23 de junho de 2019
oito, ponto de biscoito
eu vista por mim
novembro1982







