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22 de setembro de 2020

memórias de verão




estão a construir as suas memórias de verão com os filhos de amigos a quem chamam primos, a extensão das primas e primos em vários graus no papel e em primeiro grau na relação. há uma rede de espaços e contactos recorrente que as sedimenta e que as enche de confetis. usamos a envolvente e os recursos mais à mão, encaixamo-los em rotinas fora de rotinas recorrentes.  alimentamos o levar e o trazer, o ir e o vir, há sempre no backstage pelo menos um adulto a fazer a manutenção da combinação de várias idades e a promover o estar. têm a escola do primeiro ciclo a uni-los a todos, com cores e memórias de rotinas que reconhecem e será sempre um tema mesmo quando no desfasamento do crescimento se dispersarem por ai. hão de voltar. hão de se voltar a reunir em encontros e desencontros e confrontos de ser e estar. acabou o verão mas enquanto a metereologia entra em modo montanha russa e nos vier brindar com dias de picos amistosos faremos por encher ainda mais o saco. há dias que já quase se sente o natal a chegar, outros em que sentimos a água mais amena que nunca. todos os dias saem novos números a parecer um totoloto recorrente mas vemos poucos noticiários e alheamo-nos um pouco do bombardeamento de um tema com o qual temos de conviver.
 

7 de julho de 2020

meia dezena our boys

para lá dos minutos e das horas contadas estejam sempre lá uns para os outros. que sejam sempre uns dos outros. que contem sempre os dias das memórias uns aos outros. que tenham sempre o que vos une no baú do que vos pertence uns aos outros. que cresçam uns com os outros. que se amparem uns aos outros. que se protejam uns aos outros. há uma linha que vos une. agarrem-na. mantenham os nós. façam dela corda que vos segura na escalada. que vos ampara na queda. que vos amortece as tristezas. estejam uns para os outros. até ao dia em que a vossa ascendência não esteja. será uns nos outros que ela permanecerá.

25 de junho de 2019

we call home


estamos quase lá. sem encargos e sem fardos. sem obrigações, sem contemplações. a casa dos primos. sem piscina, sem jardim, 



22 de maio de 2019

a primeira ela da nossa tribo


forcei um ajuntamento estratégico. com segundas intenções. há sempre a intenção de os por fora da porta e dar-lhes memórias de infância com primos e primas. havia uma prima nova a estrear e a primavera estava em força. atirei-lhes o verde que temos à porta e eles fizeram o que é suposto na infância se fazer.

16 de dezembro de 2018

a turbulência feliz do mês de dezembro

o mês de dezembro engole-nos entre festas de natal, aniversários e o final do primeiro ato da vida escolar, entalado entre um período de férias a boicotar as rotinas e a desgovernar os dias. eles têm um calendário do advento sem chocolates a transbordar de momentos construídos para preenchermos os serões que não temos tido. a vida anda desgovernada e os caixotes arrastam-se no corredor em alerta permanente tal e qual a baba de lesma arrastada diretamente do nosso pátio na norfolk street. tenho muitas saudades do nosso pátio de pertersfield e das horas que, senhora do meu nariz, me davam para orientar o nosso bunker familiar. mas como os ses e os mas me definem aprecio agora o que nos faltava antes e, este último fim de semana foi mesmo recheado de pessoas e quando os vejo cheios de pinturas na cara, adereços, sapatos espalhados entre primos e primas de várias faixas etárias a construir memórias preciosas fico também saudosa. uma espécie de saudades a projetar o passado no futuro. há aquele burburinho familiar, aquela espécie de não cerimónia que me relaxa a banha saliente. são muitos anos para chegar aqui a este estádio de convívio.


30 de outubro de 2018

ter atenborough´s em casa


sabíamos que seria o ponto alto da viagem o momento em que se sentariam no cume mais alto da bossa de um dromedário mas depois camaleões, macacos, serpentes também marcarão estes dias.

29 de outubro de 2018

entrar-nos o ocre olhos adentro

e os horizontes alargá-los olhos fora. mergulhamos numa overdose de estímulos até cansar a alma. não sei se se esquecem mesmo que se encostem sempre à direita das ruelas da medina. get lost. de contrário a medina não te disse nada.

27 de outubro de 2018

as pequenas e as grandes viagens



















vamos faltar à escola. vamos faltar à escola mas vamos mais para dentro dela. na escola trocam-se conhecimentos. nas viagens vivemos conhecimentos.  mergulhamos em conhecimentos. vivemos família. vamos faltar à escola mas vamos mais escola adentro ou escola afora. vamos perder aulas e ganhar mundo. voltaremos com as bagagens a transbordar. vamos faltar à escola e meter os pés e as mãos no mundo.

19 de maio de 2018

12 de fevereiro de 2018

construir memórias


retomamos os nossos mega programas de primos. juntamos-lhe o carnaval e o tempo quadriplicou.

1 de janeiro de 2018

querido 2017



estamos imensamente gratos. estamos gratos por todos os dias intensos de 2017, todas as viagens, todas as idas e voltas. estamos imensamente gratos por chegarmos aqui a esta manha, a este condensado de duas horas. a este concentrado com toda a fruta que qeremos degustar muitas vezes. nem sempre precisamos de ir muito para longe, nem no espaço nem no tempo e nem muito para longe de nós. basta estarmos perto, assim, com ar na cara e alguns amigos que são a família que escolhemos.

31 de dezembro de 2017

boa noite 2017



começámos o ano a usar os vales que, entre tantas outras distrações a que as crianças do século xxi estão sujeitas, foram largados num canto. cabe-nos ser orientadores e puxar o essencial abafando o supérfluo que inevitavelmente acumulamos. em 2018 volto a repetir em loop menos ter e mais viver. menos objetos e mais memórias. vale número 1-dormir com amigos-checked.

28 de outubro de 2017

viva a praia de outono


























viva praias vazias, viva praia de outono,

24 de junho de 2017

meia dúzia de parabéns















tiveste, finalmente, uma festa à séria.  a nossa entrega total, como merecias. em outros anos calhou-nos quase sempre estarmos ou em trânsito ou em improvisos. meia dúzia de anos, meia dúzia de amigos, o parque, ideias com muitos contributos  e o teu obrigado reconhecido.

24 de abril de 2017

há uma vida em cada viagem


as viagens enchem uma vida, são uma vida condensada em menos dias do que os dias que a vida tem. as viagens têm vida dentro, muitas vidas dentro. nas viagens há aprendizagens, há lazer, há sestas e perguntas. cabem nas viagens rotinas e desgovernos. as viagens são o açúcar que nos recheia a vida. 

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982