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21 de outubro de 2018

poesia guardada na tua gaveta



a biblioteca é um céu onde se lêem estrelas
para pôr um buraco a voar tenho de chamar o sonho...
quando amanhecer ouviremos uma flor cantar...
o mar é um céu que veio à tona...
no sorriso do mar podes navegar...

8 de novembro de 2017

i need wifi

























as armas e os barões assinalados conectados, uma linguagem não totalmente acessível para quem ainda não chegou à primeira década. vontade. vontade de fazer desta leitura a leitura dos tempos mortos na escola. que este exercício de desconexão com os meios electrónicos encontre no nosso lar sempre o máximo de momentos que conseguirmos. não será uma luta mas será sempre um exercício que nos esforçaremos por ter presente. a bem da vossa geração.

5 de setembro de 2017

deixa-o resto


deixa-o resto escapou-nos do registo mas colecionamos lugares especiais.

4 de setembro de 2017

herbário



lançamo-nos de novo a um herbário com registo das plantas do nosso pátio, já o tínhamos feito uma e outra vez mas os anteriores registos não envolveram de uma forma tão participativa o filho pequeno.

9 de junho de 2016

surunded by boys

Trazemos estereótipos agarrados por todos os lados, colados aos poros, entranhados desde a nossa própria infância. Nos meus ouvidos entoavam aquelas frases é mesmo uma menina adora o aspirador e quer sempre agarrar a esfregona e gosta dos bonecos. No dia anterior o meu boy mais pequeno tinha passado o dia comigo a arrastar o aspirador, de volta da vassoura, a embrulhar o boneco numa manta. Tem quase 16 meses e os neurónios livres como um pássaro. Não há ainda forma de lhe tolherem os pensamentos e não está ainda exposto a frases feitas. Se houver mais um boy crescerá neste ninho não castrador. trazem naturalmente na sua natureza características gerais que os fazem ser mais físicos, racionais e todos esses lugares comuns que depois se embrulham com mil outras vivências e especificidades.

24 de maio de 2016

8 de maio de 2016

nos nossos dias

























às vezes damos muitos empurrões. dois estão lidos. a casa na árvore funcionou bem, quase não foram precisos empurrões. 

27 de janeiro de 2016

read

















































não há um dia para se começar a andar, a falar, a ler. anda tudo no gerúndio como se concluiu na primeira vez. vai-se lendo. vai-se andando, vai-se falando. há duas línguas num novo gerúndio: fluindo.

10 de dezembro de 2015

ter muitas metades

























nós vamos ser matriarcas. nós já inundamos as nossas casas com os nossos petiscos. nós vamos fazer dançar o açúcar no leite creme, nas rabanadas, na aletria, no bolo rei caseiro e vamos salgar o bacalhau demolhado e atulhado em couve coração, cebola, cenoura e batatas. nós fugimos do que já está feito e passamos manhãs a fazer dançar panelas. nós temos as nossas famílas, os nossos filhos, os nossos maridos mas somos sempre uma da outra.

18 de maio de 2015

das coisas que nos fazem parar


























trazer todas as batatas em forma de coração, continuar a sorrir quando a rua quer falar connosco.

3 de abril de 2015

16 de março de 2015

letra

























é o primeiro ano cheio de desafios ultrapassados. a letra entortou. tu aceleraste, avanças no desafio, agarras um livro cheio de letras e desatas a ler por ali fora, queres cantar a tabuada e baralho-te as voltas introduzindo mnemónicas e saltando sequências. partilhas histórias, sucessos, brincadeiras, todo um mundo de felicidade emana da escola. também ali fui muito feliz. para a semana novo desafio, quase por tua conta e parece que estás em pulgas para que comece. sempre que te acenam com uma bandeirola de autonomia cresces mais um bocadinho e eu tento mingar os receios do que a estrada nos atirou para a porta. 

20 de dezembro de 2014

27 de novembro de 2014

os inventores

















































há canetas e lápis de todas as cores que desde o início do ano lectivo não mais pararam. os lápis sempre como agulhas desaparecem numa velocidade não prevista. as minas partem, a minúcia permanece e na hora em que o trabalho corre veloz inventam-se novas técnicas como esta: o bico afiadíssimo partiu mas encaixado na tampa da bic da mesma cor tem garantida toda uma nova vida. os episódios vão entrando devagarinho.

18 de outubro de 2014

desafios

























ao cair da noite propus-lhe personalizar uma t'shirt lisa com o exercício com que se defronta agora quase todos os dias. aceitou registar todo o abecedário por ordem, sem critério entre maiúsculas ou minúsculas. desafio aceite com prazer bastou uma caneta de desenhar em tecido. poderá funcionar como um arquivador de memória, as primeiras curvas do alfabeto ficarão ali a marcar quando a porta da escolarização se abriu.

10 de outubro de 2014

alfabetização
























gosta dos lápis muito afiadinhos para que lhe saia uma letra muito perfeita, milimetricamente medida. as letras fazem parte do dia a dia e no primeiro mês saiu-lhe muito do "corpo" , preso na cadeira.

22 de abril de 2014

8 de fevereiro de 2014

seis voltas
















teve prendas na medida certa. meia dúzia. a bicicleta, legos, um tabuleiro de xadrez, uma prancha, uns binóculos e 3 patetas a fazer história. tem seis voltas ao sol e muitas, muitas horas de voo. um dente subtraído e muitas letras de mãos dadas a fazerem sair palavras. descasca cenouras com o raspador, e usa a máquina de costura quase por sua conta e risco. tem preguiças estratégicas combinadas com baixos estímulos. tem uma costela perfecionista e outra de teimosia. os desenhos animados da primeira metade do século XX enchem-lhe bem as medidas.

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982