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25 de julho de 2019

builder son



és o construtor. o que nunca se entedia. o que quer mais horas por dia. o menino dos projetos entalado em atividades. que o martelo Mjölnir te poupe a grandes trovões, relâmpagos e tempestades e a épicas batalhas. que tenhas a proteção da humanidade e uma coleção gigante de pequenos momentos de felicidade. há sempre uma força dentro de nós.

6 de julho de 2019

a tua zoologia na universidade júnior



tem um sentido estético que talvez se sobreponha. a tua zoologia tem um parceiro de combate. um interlocutor de disputa. a tua zoologia do coração tem as artes visuais a passar-lhe muitas vezes por cima. e quando te oferecemos as ciências e as artes há um mundo de atrações. não sabes que estás a abrir mais portas e não são só essas de desbravar uma cidade, da penetração em centros de saber ou nessa de conhecer pessoas novas. estarás a abrir portas dentro de ti. portas e janelas são o que nos faz abrir ao mundo. ao mundo que há em nós.

5 de julho de 2019

fomos "almoçar" fora


























é uma das praias "à mão de semear" que mais gostamos. tão vazia em tempo de férias. tão cheia de matéria prima. encravada entre a água doce e a salgada, entre areal dunar e pinhal e sol e sombra. entre mar revolto e poças e rochas e areia fina. dispensamos enfiar as pernas sob uma mesa e dispensamos a musculação de talheres na mão. alimenta-mo-nos desse improviso esvaziado de artefactos. concluímos sempre que bate qualquer refeição saudável porque nos alimenta para lá do óbvio.


4 de julho de 2019

perto que é ir mais longe



pedras, areia, dunas, água, água salgada, água doce, godos, ardósia, um canivete, uma tenda e uma merenda. não precisamos de nem um brinquedo. não precisamos gerir conflitos. não precisamos de gerir aflitos. este nosso pousio secreto transborda de matéria prima para passar um dia a sacudir o tédio e a alimentar a arte da divagação, imaginação, exploração, concentração, e animação. eles trepam duna acima, rebolam duna abaixo. eles afiam paus e lascam pedras, selecionam godos e saltam com as pulgas. instalam o silêncio e fazem rodopiar os pensamentos.

11 de junho de 2019

o nosso domo feito casulo de hibernação



enfiei-nos num domo onde nos apeteceu hibernar. quase vivemos em metamorfose acelerada depois da excitação inicial. do casulo enroscados, aninhados uns nos outros ao primeiro voo, qual bater de asas a sentir o vento e o céu encaixado na montanha numa primavera tardia e fresca. levem-me os anéis, os presentes de pérolas, as pedras preciosas, os diamantes. dispenso as malas, as peles e muitos gadgets. presenteiem-me com mais dias assim. só assim. com tempo para eles subirem o monte e descerem os decibéis. tão natural quanto a natureza que os envolveu. 

10 de junho de 2019

plano privado de leitura



às vezes quando temos espaço disponível, muito espaço disponível, físico, mental e temporal. aquele "vazio" que propicia expansão física e mental, aquele vazio que expande a imaginação, aquele vazio de rotinas que permite silêncio, condicionam-nos os pares. ainda não pago nem suborno para lerem mas quando o ambiente os condiciona imponho-lhes, como uma contorcionista, libertação. dou-lhes camufladamente a volta, seduzo, lanço-lhes literalmente azeite. chamem malabarismo ou vão mais longe e chamem manipulação quando os devia deixar andar. eles não sabem que se libertam quando lhes roubo um ecrã que alguém lhe põe na frente. nem sempre a envolvente colabora e não falo da envolvente ambiental que essa estes dias estava mesmo a pedi-las. às vezes já não consigo preparar bem as areias movediças como outrora, são muitos e um ainda exige a dança das colheres até à boca, mas a gente faz o que pode para que não queiram ser como os outros seja lá o que os outros forem. atirou-se assim a correr uma casca de banana e, atabalhoadamente e à pressa, muito descombinada com a envolvente que pedia aquele estar de uma preguiça a falar de forma pausada a arrastar sílabas para além da divisão silábica, mandei-os ir a correr apanhar as papoilas. já sabemos que não se dão fora da terra. que se desmaiam em três segundos. que não são de cativeiro. do cativeiro que queria que saíssem. varreram umas páginas a troco de no fim espalmarem pétalas e descobrirem uma mudança de cor com o tempo. esse tempo que quero que ganhem sempre que as letras se alinham em palavras.

18 de abril de 2019

os inventores

uma semana mergulhados feito inventores.

14 de outubro de 2018

os jogos adormecidos

com a contaminação generalizada de meios audiovisuais e plataformas virtuais o conceito de jogo alterou-se profundamente e hoje os jogos de tabuleiro do final do século xxi ficaram nos armários mas um jogo de tabuleiro é uma ferramenta que pode ter muitas mais valias no convívio familiar. há partilha, exercitamos o respeito pela vez do outro, exercitamos a competição entre pessoas reais, conversamos, partilhamos e estamos. o mais importante de tudo estamos uns com os outros, verdadeiramente e de forma física. o mathtable é muito velhinho, saiu do baú e fossem quais fossem as contas que conseguimos saímos todos a ganhar, dividimos muito pouco, somamos e multiplicamos quase tudo.

12 de outubro de 2018

o terceiro ângulo


às vezes pareces-me o vértice que faltava para passarmos para geometrias de níveis diferentes. às vezes pareces-me um vértice que não sabia que transformava uma linha numa figura geométrica. não sabia que ver-vos em mais quantidade me aumentava este enriquecimento geométrico. talvez soubesse mas não racionalizasse essa hipótese para planos concretos.

1 de janeiro de 2018

querido 2017



estamos imensamente gratos. estamos gratos por todos os dias intensos de 2017, todas as viagens, todas as idas e voltas. estamos imensamente gratos por chegarmos aqui a esta manha, a este condensado de duas horas. a este concentrado com toda a fruta que qeremos degustar muitas vezes. nem sempre precisamos de ir muito para longe, nem no espaço nem no tempo e nem muito para longe de nós. basta estarmos perto, assim, com ar na cara e alguns amigos que são a família que escolhemos.

31 de dezembro de 2017

boa noite 2017



começámos o ano a usar os vales que, entre tantas outras distrações a que as crianças do século xxi estão sujeitas, foram largados num canto. cabe-nos ser orientadores e puxar o essencial abafando o supérfluo que inevitavelmente acumulamos. em 2018 volto a repetir em loop menos ter e mais viver. menos objetos e mais memórias. vale número 1-dormir com amigos-checked.

29 de dezembro de 2017

férias e programas




às vezes basta tirá-los de quatro paredes, sair. às vezes há reclamações iniciais mas depois, depois, descobrimos sempre coisas novas.

8 de novembro de 2017

i need wifi

























as armas e os barões assinalados conectados, uma linguagem não totalmente acessível para quem ainda não chegou à primeira década. vontade. vontade de fazer desta leitura a leitura dos tempos mortos na escola. que este exercício de desconexão com os meios electrónicos encontre no nosso lar sempre o máximo de momentos que conseguirmos. não será uma luta mas será sempre um exercício que nos esforçaremos por ter presente. a bem da vossa geração.

28 de outubro de 2017

viva a praia de outono


























viva praias vazias, viva praia de outono,

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982