sacamos sempre de truques da cartola. aguarelas, massas para enfiar em fios, plasticinas, picotagens, tesoura e papel, feijões e tudo o que na envolvente próxima se revelar desafio e mostrar algum campo exploratório por desbravar em alternativa aos animados. quando usamos o caminho mais fácil temos ido pela estrada das english super simple songs.
Mostrar mensagens com a etiqueta jantares. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta jantares. Mostrar todas as mensagens
25 de abril de 2019
7 de novembro de 2017
30 de dezembro de 2014
1 de dezembro de 2014
advento
uma luz quente para estes dias em que o inverno se aproxima de vez. a receita é simples, inclui rolos de papel higiénico e furadores. encaixa-se uma vela e está pronto a aquecer o ambiente e a refletir imagens. podemos decorar ou pintar os rolos antes de os furar. a nós agrada-nos este ar tosco iluminado e espalhado por uma mesa de jantar. e é tão simples quanto eficaz.
7 de novembro de 2014
cuspimos para o ar e caiu-nos em cima
redimimo-nos ao halloween e decidimos optar pela miscigenação de conteúdos disponíveis, reconstruimos as nossas próprias tradições e cedendo a muitos pedidos fizemos um jantar atrasado. meia hora a preparar a festa surpresa. as tradições também têm um começo. sempre nos aculturamos, cruzamos tradições. levamos e trouxemos. misturamos e aglutinamos. assim seja.
26 de abril de 2013
a liberdade
o dia roçou o perfeito não fosse estarmos um bocadinho mancos. não é que não dê conta do recado mas mancamos sempre um bocadinho e por isso decidimos esperar por ti para enfrentar a escadaria dos clérigos. depois fomo-nos alapar no jardim botânico que a visita tinha sido só indoor. a coisa não tinha nenhum objectivo especial para além de nos compor o estômago mas o menino lembrou-se que a professora vai falar de plantas e vai dai, a propósito do seu entusiasmo com o animal encontrado em cima dos nenúfares, aproveitamos para ver plantas que espraiam raízes na água e não na terra. para a próxima trocar o menu, sustentar um menino de 5 anos a sushi não nos fica em conta. comeu totalmente a dose que achava iríamos os dois partilhar, não satisfeito surripiou-me mais peças a uma nova dose e ainda teve barriga para umas outras duas do prato da tia. com a nossa eram 3 as mesas ocupadas, os meninos puderam andar a levantar o rabo das cadeiras muitas vezes e totalmente em liberdade, um tesouro essa coisa da liberdade, tema que tínhamos tocado no final de tarde do dia anterior ( ele não sabia que a mãe ia sair em "liberdade", sem meninos, dois pares de horas preciosas entre outras seis mães e ao mesmo tempo primas entre si. mas isso agora não interessa nada). exploramos meia dúzia de recantos mas não encontramos cravos. a história hoje devia ter sido esta continuamos a ter de cuidar dos tesouros, a liberdade é um deles. prometemos repetir até porque há programas na calha e o planetário é já ali ao lado.
7 de março de 2013
5 cêntimos não lhes muda a vida mas fê-la revisitar a dela
um dia a rita ficou com a mochila cheia de pedras, ideia da joana. a rita lia clássicos da literatura em inglês nos corredores do primeiro ano do secundário durante os intervalos, as hormonas aos saltos, personalidades em ebulição, e a rita lia, serena que só ela, senhora de si. a introversão tolha atitudes e na adolescência há tempos de uma espécie de aprisionamento transitório em grupos. aquele tinha 3 elementos, um era motor, outro arranque o terceiro observador. o observador reprovou a ideia e a sua execução, chegou a prolongar a reprovação no pensamento pelos dias seguintes, mas desconectava o que pensava do que dizia ou do que não dizia e nada disse. foi conivente e por isso deplorável como ela, como a joana. ontem a partilhar peixe cru continuou a calar, em prol de uma suposta integração social que não valoriza, um ou outro achaque de discurso cru na dissecação da vida alheia que nos diverte e entretém a todos, a toda a gente, quase sem excepção. e à sobremesa enquanto 2/3 enublava mais um bocadinho o que está mesmo à nossa frente com a pontinha dos cigarros, um pedinte de 5 ou 10 cêntimos, só 5 ou 10 cêntimos. o fumo continuou a enublar e o silêncio reinou e ainda que soubesse que na carteira só lhe tilintavam moedas de outros sítios e nem um cêntimo, o silêncio foi o que mais lhe ensurdeceu, de novo. o seu silêncio. acho que adormeceu em sinapses constantes, entre o esquerdo e o direito, a desgraça alheia nunca lhe é indiferente e não anda a distribuir moedas, que não anda. foi um despoletar. a rita deve ter mais graça do que nunca. a graça que por definição designa a qualidade ou conjunto de qualidades que fazem agradável a pessoa que as tem, não a que nos torna uns engraçados e tontos. mas o jantar foi bom para quem aprecia o cru não fosse a criança pequena ter acordado e posto verdadeiramente ao serviço um babysiting especial. um dj profissional, um estreante bem sucedido e uma dj na eminência de perder a virgindade, consolaram-lhe os ouvidos enquanto tentava corresponder nas conversas e nas mensagens instrutórias a ver se o puto sossegava que aquelas horas, mais uma vez, já não lhe pertenciam. eram da maternidade, da sua maternidade.
marcadores:
# mim,
c'est la vie,
de comer,
filhos,
jantares,
memórias,
mim mãe à 2ª,
moi et les autres,
tu lá eu cá,
v
19 de outubro de 2012
pataniscas para esta mesa
podemos fazer maratonas nos corredores dos hipermercados portugueses, é o bacalhau aos nossos pés, os mulúsculos, as sardinhas vivinhas, aquele brilhinho do peixe de viveiro, aquele maravilhoso embaciado dos congelados em alto mar espalhados por mais de 10 metros de arcas congeladoras. o mercado mais super a um quarto de hora de distância a 6km/hora de velocidade, tem uma só arca. vasculhamos-lhe todos os recantos, uma arca ao alto, quase a trepamos, mas todas as prateleiras brotavam caixas de papelão com pseudo peixes esventrados, uam grande parte já processada. desconsolamo-nos com a prateleira mais próxima da terra, sabemo-nos em terra firme, longe de águas salgadas, mas um só tipo de saco transparente com filetes congelados e latas de conservas é muito pouco para meninos cujo prato favorito é peixe grelhado com legumes cozidos. fomos à alemanha, somos finos, fazemos num só dia compras em vários países. trocamos o preço de uma sapateira por umas postas de salmão frescas e uma posta de sabemos lá do quê. os meninos provaram calamares pela primeira vez e rendemo-nos à carne. ir às compras com crianças permanentemente faz-nos confrontar com mais negociações, aos nãos apresentam-se alternativas mas os ratinhos lá estavam muito sorridentes e vieram. a propósito é já para este domingo o bacalhau?
23 de maio de 2012
nós por cá
mãe sentada, uma colher em cada mão, sopa para a direita, peixe para a esquerda e vice versa. o bebé chora, está febril, vai para o chão e acalma, o menino não pára sentado, já não há exemplo de uma refeição normal. o bebé volta a chorar, o cocó incomoda-o que já se colou e espalhou, o menino choraminga que lhe dói uma perna, a mãe desconfia que a perna quer disputar atenção. querem colo e a mãe fica sem braços e tenta fazer malabarismos para alimentar as crias. entretanto o menino anda de cu no ar a brincar e a mãe vai num pé, limpa o rabo ao bebé e volta no outro, ralha que comer é na mesa sentado mas não há ninguém sentado naquela mesa. o bebé continua choroso e a mãe já pouca maçã lhe consegue enfiar no bucho por isso corre a fechar as portadas no quarto e pousa-o na cama e o bebé fecha os olhos em 5 segundos e volta a fazer rodopiar colheres de perca grelhada, comida favorita do menino que, hoje insisti dizer, não quer e não gosta. mãe dá atenção ao menino, constrói uma garagem onde estacionam todos os carros e a perna já não dói. faz-se um bocadinho de silêncio e a mãe pensa nas nebulizações que ainda tem de distribuir. a mãe senta-se e sente as costas feitas num oito enquanto tecla por uns minutos porque daqui a nada volta a esquecer-se que tem costas e vontades e sabe que daqui a uns anos não sabe se vai saber o que fazer com o tempo.
14 de fevereiro de 2012
31 de dezembro de 2011
25 de setembro de 2011
28 de dezembro de 2010
natal
já foi natal. ainda ando meia desfalecida e as poucas energias são concentradas no essêncial. este novo ano traz-nos muitos novos desafios.
28 de agosto de 2010
10 de maio de 2010
jantares
passou um mês mas faltava cantar-te os parabéns e os jantares servem sempre melhor para isso. ah! e a companhia surprendeu pela positiva de quem menos se espera...uma boa conversa. e o jantar estava óptimo e não fui só eu a dizer.
marcadores:
# mim,
de comer,
home,
jantares,
moi et les autres
27 de abril de 2010
cozinhados paralelos
enquanto fazia uma espécie de açorda de espinafres e beringela muita salsa, ceboa e alho, ele fazia uma espécie de tarte de legumes com peixe. e isto é brincar e crescer.
17 de janeiro de 2010
Subscrever:
Mensagens (Atom)
eu vista por mim
novembro1982