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10 de janeiro de 2017

das rotinas desafiantes

sentada no chão bebé a mamar, história equilibrada num trapézio a meia luz, filho do meio adormece enquanto se distribuem responsabilidades ao filho grande. as rotinas antes de deitar ficam por sua conta e a espera silenciosa pela sua quota parte de história. despachados os dois pequenos distribuímos sermões sobre o trabalho de equipa, sobre o que lhes peço e o que me pedem. estamos por nossa conta e parece que temos dado conta do recado. toda a gente tem os banhos em dia, todos andam apropriadamente vestidos, os trabalhos estão em dia, todos estão bem alimentados, mantemos histórias e conversas ao deitar, mesmo que me sinta uma contorcionista de circo, e acima de tudo partilhamos e multiplicamos amor. 

22 de setembro de 2016

desta magia que setembro traz



este mês cheio de recomeços que não se condensam num só dia nem se encerram  no peso de uma só noite de passagem de ano traz cargas de esperança de muita coisa por viver. chegam as rotinas de dias ritmados, chegam os dias de praias vazias onde nos expandimos mesmo que precisemos de mangas compridas e meias nos pés. este nosso mês de setembro traz muitos regressos, muitas repetições, muitas reestruturações dignas de listas de ano novo que ousamos riscar cumpridas. desafios à altura de um novo ano cheio de promessas de que nos superaremos.

8 de setembro de 2016

those moments


dizer adeus ao verão, a este verão com areia nos pés.

4 de setembro de 2016

do nosso pinhal



teremos sempre o nosso pinhal, este que nos faz sair, rebolar dunas e recolher muitos paus.

2 de setembro de 2016

acabaram as férias





























desmembrados em dias soltos cheios dos seus pares, crianças soltas em descompressão.

1 de setembro de 2016

a nossa praia secreta





 























juntamos 6 meninos e meninas à praia dos nossos refúgios secretos, cheia de matéria animada e inanimada para explorar, escorregas, godos repletos de padrões, simetrias e espirais. construímos um guarda sol que nos guardou do sol, afiamos ardósia até termos facas, dispusemos placas de pedra até termos mesas e prolongamos o tempo.

10 de dezembro de 2015

ter muitas metades

























nós vamos ser matriarcas. nós já inundamos as nossas casas com os nossos petiscos. nós vamos fazer dançar o açúcar no leite creme, nas rabanadas, na aletria, no bolo rei caseiro e vamos salgar o bacalhau demolhado e atulhado em couve coração, cebola, cenoura e batatas. nós fugimos do que já está feito e passamos manhãs a fazer dançar panelas. nós temos as nossas famílas, os nossos filhos, os nossos maridos mas somos sempre uma da outra.

24 de julho de 2015

monstor's not alowed

























mama com estes monstros aqui neste cartaz que colei na parede vou conseguir dormir muito mais melhor! (a mãe desta casa controla desenhos animados, já controlou mais. manisfesta-se contra violência e bonecos agressivos e feios). tem a emoldura-lo uns caracóis de anjo. pronto era isto.

18 de julho de 2015

14 de julho de 2015

X





























volto a entrar no laboratório, confirmo que as experiências que vamos fazendo vão dando resultados és um menino equilibrado. trazes um adn próprio. tenho um amor infinito por ti. deste-me o melhor dos presentes: ser mãe. estamos prestes a fazer combinações novas, a abrir caixas cheias de tubos de ensaio, a fazer misturas que nunca incluímos nos nossos desafios. a vida será sempre um desafio mesmo no circuito mais estático. mostras-me que não há-de ser nada. são só mais umas experiências com dados novos. não sabes o que te espera e is not a big deal. abrirei o embrulho contigo. havemos de puxar as primeiras pontas juntos mas quem vai ter a tesoura na mão para cortar a fita cola és tu.

30 de junho de 2015

"abrir a cabeça"


























tirar de lá metáforas. enchê-la de coisas concretas. enchê-la de mais mundo. saber que o que já lá está dentro não sairá. abri-la a desafios.

18 de maio de 2015

das coisas que nos fazem parar


























trazer todas as batatas em forma de coração, continuar a sorrir quando a rua quer falar connosco.

16 de maio de 2015

fds




























era um fim de semana a convidar ir à praia mas troca-mo-la pelo parque.

15 de maio de 2015

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982