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20 de janeiro de 2014

não há um dia



para se começar a ler, a andar ou a falar. anda tudo no gerúndio. e nós para aqui vamos andando, lendo. falta-lhe a letra muda mas como já lhe conheceu os seus amigos a coisa deu-se. vai lendo. se forem assuntos de planetas as letras alinham-se e o alinhamento de qualquer coisa é como a história do ponto que vai passear. forma-se a linha. ser apanhado de livro na mão a ler teve dia marcado. andam pontos a passear.

27 de julho de 2013

infinito - o fim

















mama os números não acabam pois não?
o infinito é o último?

16 de julho de 2013

vivia perto da água, não era um peixe mas tinha escamas






















lembras-te de um edifício que parece revestido de escamas?
então mama? claro! não te lembras daquela ponte que vimos?
havemos de ir ver as "escamas" utilizando ardósia na cidade do porto.
estávamos em baden e não chegamos a conseguir visitar o kinder museum e ficamos sem saber se valeria a pena ou não. as termas públicas também estavam fechadas e continuamos na expectativa de ir a vals. perdemos a grande oportunidade de há 12 anos atrás e agora temos um menino sem idade mínima recomendada. mas um barco com quatro tem sempre muito para navegar e o tempo era nosso. trouxemos do passeio três paragens divertidas. parar para brincar porque uma macaca nos aparece pela frente, demorarmo-nos numa ponte e mergulhar pela primeira vez numa piscina de ondas e num mega escorrega com direito a mergulho. seriam as três referências do filho grande. e é por aí, ao virar da esquina, fora de portas, no campo ou na cidade, na praia ou num monte, onde também se podem descobrir números, letras, dias da semana, sem dia nem data marcada. cá entre nós, este menino de dois anos, a crescer sem infantário, tem estímulos que lhe cheguem, em família. que nos interessa do que se lembrará? quando chegar a hora dele a mãe continuará a tentar roubá-lo o mais cedo que conseguir porque as horas de infantário, para ela, são sempre horas a mais. mas depois, dias depois, muitos dias depois, mais precisamente 7 dias depois, filho pequeno descreve episódios que viveu, introduz verbos, ligação entre objectos e explica na perfeição que andou num barco e que viu animais incluindo um rinoceronte, macacos e um pelicano. aprendeu a palavra pelicano nesse dia, em família e em 3D teve outro impacto que não teria em 2D.  podia ter sido em casa, sem os pais, num livro ou de qualquer outra forma mas não era a mesma coisa.

7 de julho de 2013

dia 1




















pedais encaixados na bicicleta e pedalou assim nuns 5 minutos de tentativas, já está..."vocês não percebem que eu hoje não quero passear que preciso de explorar o que já consigo fazer?"

5 de julho de 2013

em trânsito


















eis que de novo alteramos rotinas e fazemos quilómetros. apesar das voltas trocadas e de prolongarmos por atrasos aéreos mais horas as horas em trânsito, ganhamos uma viagem de metro a casa e um desenho a correr. no fim a cereja em cima do bolo: uma visita ao cockpit.

15 de junho de 2013

manhã de sábado





















construímos uma prenda, ele corta eu coso. uma espécie de terceiro e quarto dont e as peças deste jogo deram quase uma manhã de brincadeira ou trabalho?

11 de junho de 2013

filho geneticamente perfecionista, sabes?

















medalhei dois chapéus carimbados cujas marcas nunca nos patrocinaram.
mama estás a coser? eu fico com o chapéu que ficar mais perfeitinho.

31 de maio de 2013

o nosso jogo






















de novo. os meus dois desafios só o baralharam no espelho da escada que o chapéu desenhava. ele deixou-me umas casas, um boneco estranho e o crocodilo mais divertido que fez até hoje.




27 de maio de 2013

wip

















pintamos bugalhos. há um projecto em mente.

25 de maio de 2013

estava ali



















uma manada de formigas!

23 de maio de 2013

dá-me uma ideia


















de um trabalho para eu fazer que use a tesoura!

18 de maio de 2013

dia da mãe sem dia marcado
















e com direito a fatia de bolo de chocolate, morangos e uvas e uma caneca de leite, o pequeno almoço servido num bonito tabuleiro. a coisa não foi terminada como queria que fosse mas isso agora não interessa nada.

14 de maio de 2013

autonomia

















do lado de lá há meninos a regressarem da escola sozinhos com menos de 5 anos, os meninos do prédio brincam sozinhos no pátio, têm chaves de casa e sobem e descem no elevador por sua conta. a maior sensação de segurança com que as pessoas se movimentam também proporciona a que as pessoas abandonem os seus pertences com muita naturalidade. já perdemos uma luva em dia de grande agitação e ela lá estava pousada numa janela no local mais próximo à nossa espera. atento à sua envolvente, pediu, primeiro, para subir no elevador sozinho e as vezes foram-se repetindo. depois, no interior do quarteirão onde por vezes brincam, pediu para subir e descer com a trotinete, e lá foi de chave na mão. aprendeu a rodar a chave, a ter atenção às regras de utilização do elevador. já pediu também para aquecer o seu próprio leite e tem sede de mais autonomia. já quis ficar em casa sozinho enquanto fazemos girar máquinas de lavar na cave, primeiro com babisiting através do skype, essas grande descoberta, depois mais vezes por sua conta e risco. ele tem mais sede de autonomia. do lado de cá passou de resistência a voltar às suas rotinas para o oposto. quer ir sozinho para a escola. e vai.

6 de maio de 2013

não havia pás cá em casa pá



















fez uma daquelas incursões de que tanto gosta. até para escolher uma pá entra em mais do que um estaminé. não excluiu a imaginarium e comprovou o que já lhe haviam descrito, havia cheiro, cheiro intenso. diz que é para atrair clientes e para o seu público alvo, as crianças, o reconhecerem e desejarem lá permanecer em busca de novos objectos. vai dai, lá não havia pás de jeito e tem a mania de não comprar qualquer coisa e de ir variando os itens que leva na cabeça na hora de seleccionar um produto e de cada vez que atira o impulso para trás das costas. já foi mais impulsiva nas compras, agora dá-se conta de chegar a ser repulsiva. não procurou muito mais, meteu mãos à obra. um dia, no meio de pequenos almoços e veste e calça, pegou no x-acto e numa embalagem de detergente. atacou-a sem dó nem piedade e deu-lhe mais vida, chegou a ficar feliz por retardar a poluição que aquele bocadito de plástico iria acrescentar. os meninos começaram o dia alegres a ver nascer uma pá e anteciparam a disputa. na verdade, os meninos já têm outra, os formatos até variam e já andamos a magicar mais vida para mais objectos. 

26 de abril de 2013

a liberdade





















o dia roçou o perfeito não fosse estarmos um bocadinho mancos. não é que não dê conta do recado mas mancamos sempre um bocadinho e por isso decidimos esperar por ti para enfrentar a escadaria dos clérigos. depois fomo-nos alapar no jardim botânico que a visita tinha sido só indoor. a coisa não tinha nenhum objectivo especial para além de nos compor o estômago mas o menino lembrou-se que a professora vai falar de plantas e vai dai, a propósito do seu entusiasmo com o animal encontrado em cima dos nenúfares, aproveitamos para ver plantas que espraiam raízes na água e não na terra. para a próxima trocar o menu, sustentar um menino de 5 anos a sushi não nos fica em conta. comeu totalmente a dose que achava iríamos os dois partilhar, não satisfeito surripiou-me mais peças a uma nova dose e ainda teve barriga para umas outras duas do prato da tia. com a nossa eram 3 as mesas ocupadas, os meninos puderam andar a levantar o rabo das cadeiras muitas vezes e totalmente em liberdade, um tesouro essa coisa da liberdade, tema que tínhamos tocado no final de tarde do dia anterior ( ele não sabia que a mãe ia sair em "liberdade", sem meninos, dois pares de horas preciosas entre outras seis mães e ao mesmo tempo primas entre si. mas isso agora não interessa nada). exploramos meia dúzia de recantos mas não encontramos cravos. a história hoje devia ter sido esta continuamos a ter de cuidar dos tesouros, a liberdade é um deles. prometemos repetir até porque há programas na calha e o planetário é já ali ao lado. 

18 de abril de 2013

simetrias e carimbos



















nos intervalos em que a febre deu tréguas. é um jogo que já tínhamos experimentado e que tinha resultado bem. distribuímos um número de peças iguais para cada um e à vez posicionamos as nossas peças.

17 de abril de 2013

19:40

















dois meninos febris a dormir. não saber o que fazer com o tempo livre.

12 de abril de 2013

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982