estar irremediavelmente com o vicio do ir na pele faz de mim gestora de listas de projetos na gaveta. viagens em lista de espera, ires em grande e ires em pequeno, tantos ires em tão pequenino que me moem. parecem urgências na alma que cada vez que fervilha vira mala na porta. cada vez que lhes espreito livros a transbordar de matérias, conceitos novos, textos, contas e tipos de relevos apetece agarra-los estrada fora que as matérias comem-se melhor cinco sentidos adentro por ai fora.
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26 de setembro de 2018
e se mais mundo houvera
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27 de fevereiro de 2016
relações umbilicais para a vida
é no vosso abraço cúmplice que pinto mais verde a vontade que tenham uma ligação como a que conheço de cor.
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2 de dezembro de 2015
para este natal
este é quase o presente perfeito. uma caixa a abarrotar de paralelipípedos de madeira. fica a dica. falta que eles o desejem porque nos anúncios a cores, o plástico e as figuras detalhadas imperam. as crianças pedem o que lhes é mostrado, não pedem o que não conhecem. pedem aquilo a que são expostas. quase nunca conseguem ver no imediato a infinita potencialidade de materiais isentos de artefactos e inteiramente prontos, tecnológicos e por consequência limitadores. é aí que deve entrar quem educa e os conduz na maravilhosa aventura que é crescer. aqui também há pedidos de tartarugas ninja embora a exposição a publicidade não seja grande. mas quando numa conversa entusiasmada lhes abrimos as portas mágicas de outros produtos eles deslizam no escorrega da potencial magia da imaginação e aceitam tudo, ou quase tudo vá. essa descoberta de os conduzir no entusiasmo de brinquedos com um potencial superior, mais amigos do ambiente, da imaginação, da flexibilização de brincadeiras, da plurifuncionalidade e de uma abrangência etária incrivelmente superior é um papel que podemos desempenhar. já temos algumas horas de volta de paralelipípedos de madeira adaptados. podem ver aqui, aqui ou aqui. os sacos de algodão com soldadinhos estampados são produção desta casa e podem voar para a vossa. basta querer.
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20 de dezembro de 2012
pai natal
querido pai natal eu sei que tu és um gordo piroso consumista e nada saudável, nem sei como conseguem as renas arrastar-te em cima do trenó por esses céus fora (olha que aqui o puto mais pequeno já diz nó de trenó). bem sei que passaste a beber só coca cola há mais de um século e isso não anda a fazer-te nada, mesmo nada, bem. eu até acho que és o bode expiatório do comércio porque à conta do jesus também se trocam prendas. cada um é levado na corrente que quiser e ajusta à sua medida as tradições que mais lhe interessarem. eu sei que tu vens muitas vezes aqui espreitar, também sei que estamos em crise e tal, e que a verdade, verdadinha, não estou precisada de objectos, mas falando aqui para os meus botões e como me parece que não precisaremos de um chalet, só de guardar para não sei ainda bem o quê. olha para o que vier. hoje tomei banho em silêncio e achei que precisava de creme para passar no corpinho e talvez uma base para camuflar uns encurrilhados aqui e ali, sei que até hei-de poupar a latinha de creme porque tenho passado muita hora só com putos a olhar para mim. também me lembrei, em sequência, onde estava com a cabeça para levar um vestidinho assim arranjadinho se a maior parte das vezes se não estou de meias tenho terra nas sapatilhas. trouxe-o de volta. hoje vamos fazer um natal, o natal é quando o homem quiser certo? vamos ter uns cracker's `a nossa moda que nos hao-de divertir, vamos acender a lareira e cozinhar em conv´ivio. nós as duas, muitos homens. isso chega-me.
7 de dezembro de 2010
wishlist
em casa andamos invariavelmente descalços, de meias ou chinelos, dependendo da estação do ano. o miúdo desde os 5 meses que adora tirar as meias e andar com os pés ao léu. agora anda com estrelinhas antiderrapantes em meias grossas que evitem constipações. eu também prefiro andar de meias no inverno e descalça no verão. querido pai natal eram estes ou aqueles pró menino e prá menina, 25 e 37 respectivamente. brigadinha.
2 de março de 2010
22 de outubro de 2009
29 de setembro de 2009
31 de março de 2008
10 de novembro de 2007
29 de outubro de 2007
19 de outubro de 2007
10 de setembro de 2007
(n)os pés (n)a lua
espero tempo mais fresco para definitivamente estrear os primeiros é que, ainda me escorregam os pés com este calor e o chinelo sempre ainda é mais arejado.
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espero tempo ameno a manter-se por mais umas semanas para ir a tempo de inaugurar os segundos exemplares, já desejados e não encontrados, que esta semana voam directamente de lá.
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estes ficam para o ano
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tão outonal! posso calca-lo de sapato novo?
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espero tempo ameno a manter-se por mais umas semanas para ir a tempo de inaugurar os segundos exemplares, já desejados e não encontrados, que esta semana voam directamente de lá.
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estes ficam para o ano
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tão outonal! posso calca-lo de sapato novo?
13 de julho de 2007
música para os nossos ouvidos

descobri que editaram os clássicos dos meus e de outros tempos para bébés, sinto-me oportuna a desejar a coleção toda que me parece já ir no vigésimo cd. podemos começar por este que parece ser o último e o que mais me liga ao ano vivido na suiça. são o número 1 na lista de desejos para o aniversário e podem ser encontrados aqui. fica a dúvida se já existem por cá ou não, vou investigar. andava desatenta.
30 de maio de 2007
wish maija louekari fabric's design's



o primeiro ano do percurso académico passou a esfarrapar calças nas bordas de passeios, quando os havia, e a experimentar a concentração às vezes inimaginável que requer desenhar. imergimos na cidade como em nenhum outro momento e esforçámo-nos por corresponder não só à sua caracterização imediata mas também a uma caracterização impressiva. também havia os de interior, muitos com modelo nu. já não sei os que preferia se os de interior com modelo nu, estático e concentrado, ou de exterior, com cidade viva e em movimento. mas, vivo na memória, estão as mãos enregeladas que acompanharam o desenho de árvores em pleno inverno, na escuridão de um entardecer antecipado e, os fins de semana a percorrer para trás e para a frente o percurso definido na procura de ângulos, momentos, perspectivas... hei-de procurá-los...
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já deliro com esta perspicácia instrumental, porque o usa de facto como ferramenta e já faz dele uma orquestra que já nos emoldura o branco de algumas paredes. mas os desenhos de maria antónia siza (1940-1973), sua companheira até 1973, ano da sua morte apenas com 33 anos (sempre os 33), é que me encheram as medidas numa exposição na cooperativa árvore. ficam estes 3 desenhos dela, publicados no livro aquando da exposição, sendo o último um retrato do marido, o arquitecto álvaro siza.
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por isto ou por nada disto acrescento à minha wish list (ainda só em forma de post) o tecido que maija louekari desenhou para a marimekko. e acrescento que desenhar devia ser como escrever, praticar para toda a vida. nunca se devia abandonar porque com a letra mais ou menos bonita ou mais ou menos direita todos conseguimos comunicar pela escrita (ou quase todos). já pelo desenho a maior parte abandona-o logo na infância. e é na infância que antes das letras mais comunicamos com desenhos (e por isso é que este derrete qualquer um). pena a turbulência da adolescência fazer muitos abandonarem e posteriormente se envergonharem dos seus próprios traços.
por isto ou por nada disto acrescento à minha wish list (ainda só em forma de post) o tecido que maija louekari desenhou para a marimekko. e acrescento que desenhar devia ser como escrever, praticar para toda a vida. nunca se devia abandonar porque com a letra mais ou menos bonita ou mais ou menos direita todos conseguimos comunicar pela escrita (ou quase todos). já pelo desenho a maior parte abandona-o logo na infância. e é na infância que antes das letras mais comunicamos com desenhos (e por isso é que este derrete qualquer um). pena a turbulência da adolescência fazer muitos abandonarem e posteriormente se envergonharem dos seus próprios traços.
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adenda: entre desenho e dança. entre fazer passear as linhas e fazer passear partes do corpo. lembrei-me dos de contorno, sem levantar a caneta e conseguindo acertar as proporções sem correcções. e, lembrei-me dos movimentos em dança sem deixar de tocar no chão e sentir o corpo entregar-se às leis da física isto sem estar "morto". não é fácil tornar fácil.
18 de maio de 2007
15 de maio de 2007
wooden dolls, alexander girard, 1963



imagem da vitra
autor influente do pós guerra americano com uma obra heterogénea mas cujo ponto essencial foi o desenho têxtil. a sua obra reflecte ainda a sua intensa relação com a arte popular sul-americana, asiática e leste-europeia inspirada ainda na sua vasta colecção de arte popular.
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mais deste designer aqui.
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bonito este de 1971.
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divertidos estes bonecos de Marilyn Neuhart, designer e escritora que juntamente com o seu marido John trabalhou precisamente com alexander girard e com charles & ray eames
24 de abril de 2007
crochet

gosto particularmente de não seguir os modelos à risca. nem as receitas sigo, apuro-lhes sempre o que tenho disponível. por isso, gosto de encontrar gente que se reinventa, porque já há muito inventado, mas, de facto, criar e recriar requer mais transpiração, que a inspiração não chega. sei-o por formação. não é que seja uma woman made mas de facto há muito hand made pela net que não aprecio, outro que lhe reconheço imediato valor. mas isso sou eu e os meus botões.
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caso deste tapete, à prova de água e feito à mão pela dupla patrícia urkiola e eliana gerotto, que em outras cores somaria ao outro exemplar da mesma autora. confirma-se que feito à mão não significa artesanato.
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num curtinho passeio descobri este link para as amantes do crochet. boas descobertas.
num curtinho passeio descobri este link para as amantes do crochet. boas descobertas.
13 de abril de 2007
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