a nossa pulga saltitante, a nossa abelha sempre a zumbir, a peça mais resiliente do nosso pequeno ecossistema. o que espalha abraços e apertos e que se deita a pensar em ladrões mas adora vilões. mantens mentalmente com facilidade as informações necessárias à resolução de uma tarefa complexa mesmo quando parece que não há conexão, vais tendo controlo inibitório sem precisar nunca de dar-te ferramentas e flexibilidade cognitiva que mesmo num ano precoce se fez notar. de vez em quando mostras encadeamento de reflexões mais além das informações primárias. invades mais os espaços e tens mais exibicionismo inato. dizem que tens as bases para um percurso académico e profissional lançadas. não fazes ideia do que isso seja o que sabes mesmo desde sempre é que precisas de mais sapatilhas. há sempre poucas sapatilhas na tua vida.
Mostrar mensagens com a etiqueta mim mãe à 2ª. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta mim mãe à 2ª. Mostrar todas as mensagens
25 de setembro de 2018
23 de junho de 2016
a quinta volta
há em ti uma perspicácia apurada. gostas de desenhar figuras dos desenhos animados que ainda não devias ver. entras na tua quinta volta ao sol e enquanto vais perdendo os teus caracóis dourados imerges numa nova língua que te tem feito repetir frases em surdina. nasceste no romper do verão numa espera reconciliadora com a palavra parto. tens muita estrada para rasgar, nós, estaremos por cá, na retaguarda, a ver-te ir.
25 de fevereiro de 2016
memórias revisitadas
a minha professora de antropologia queria muito que os seus alunos associassem o início do curso de arquitectura com uma infância no meio de construções com legos. eu, que apesar de gostar da senhora, achava a associação bacoca, quase "assumi" que devia introduzir outras ferramentas de brincadeira com receio de encerrar o espectro de descoberta de áreas de interesse aos meus filhos. queria muito abrir-lhes a amplitude e cheguei à conclusão que construções podem até treinar um cirurgião, um mecânico ou, melhor ainda, nada destas catalogações profissionais do século xx. estamos só no início do século xxi. eu cada vez mais gosto dos brinquedos sem século, com formas puras e multi funcionais. temos a casa sempre aberta a novas peças de lego e encontramos sempre uma maior amplitude de utilizações.
marcadores:
# mim,
brincar,
emigrar,
escola,
escola em casa,
etc,
filho grande,
filho pequeno,
filhos,
heranças,
home,
memórias,
mim mãe à 2ª,
objectos,
this moment
19 de dezembro de 2015
until the edge
ansiosa pela praia de inverno. a mágica praia de inverno. esse nosso canto desamparado onde as melhores memórias de infância deles podiam ficar enterradas. a nortada, um parque infinito de brincadeiras sem orientações, um imenso tapete amortizante e uma imensidão de material moldável pronto a espalhar brincadeiras e a dificultar as corridas nas mais altas velocidades. essa mesmo. essa praia de casacos polares apertados até ao pescoço, às vezes de gorros a tapar orelhas resfriadas. essa praia deserta de gente e preenchida de bandos de gaivotas. esse maravilhoso parque infantil sem barreiras, nem temas. sem nada. esse maravilhoso mundo onde ao nada se tira quase tudo o que às vezes basta. essa praia com onde o sol se deita alaranjado. essa que mesmo no pico do inverno nos faz tirar as meias dos pés porque o sol fez cócegas nos grãos de areia. essa que se encerra de nevoeiro. essa praia que fica literalmente aos nossos pés à distância dos nossos olhos.
marcadores:
# mim,
brincar,
do que nos interessa a nós,
filhos,
home,
memórias,
mim mãe,
mim mãe à 2ª,
praia
6 de dezembro de 2015
plataformas de virtualidade
gostar mais de espaços longe da esquizofrenia que se vê desfilar em plataformas tipo facebook. manifestam-se solidariedades com cliques, clicam-se gostos em notícias tristes e alimenta-se uma gigantesca mobilização a transbordar de superficialidade. as pessoas morrem, há pessoas que morrem injustamente em todo o mundo e esta volátil aleatoriedade em que nascemos e nos plantamos traz imprevistos que podem ser gigantes. ninguém quer estar na hora H num mau lugar. a nossa televisão está sintonizada para usar Internet, a Internet permite-nos seleccionar mais ou menos o que nos entra ecrã adentro. os miúdos andam "ignorantes" e o impacto das maldades do mundo entra-lhes verbalmente e muitas vezes com grande delay. vivem com os sobressaltos para a sua idade, os desenhos onde caiu acidentalmente água, as poças de lama onde caíram, os episódios de dificuldade de comunicação que têm de ultrapassar, os legos que se desmontaram, entre outros, são os seus problemas. problemas do seu tamanho.
marcadores:
# mim,
around london,
c'est la vie,
cam,
da rua,
de pensar,
escola em casa,
filhos,
mim mãe à 2ª,
passeios
10 de outubro de 2015
pais deste mundo!
somos todos iguais. o brilho no olhar, os acenos, as figuras patéticas, as exclamações desajustadas. os ligeiros empurrões. os gadgets em punho. te-los ali basta. nem precisam de se mexer.
marcadores:
cam,
emigrar,
escola,
festas,
filho grande,
filho pequeno,
filhos,
mim mãe à 2ª,
this moment
23 de setembro de 2015
11 de agosto de 2015
this perfect morning
marcadores:
# mim,
brincar,
férias,
filho grande,
filho pequeno,
filhos,
memórias,
mim mãe à 2ª,
nós por cá,
os 4,
praia,
this moment
24 de julho de 2015
monstor's not alowed
mama com estes monstros aqui neste cartaz que colei na parede vou conseguir dormir muito mais melhor! (a mãe desta casa controla desenhos animados, já controlou mais. manisfesta-se contra violência e bonecos agressivos e feios). tem a emoldura-lo uns caracóis de anjo. pronto era isto.
marcadores:
dia-a-dia,
do que nos interessa a nós,
filho pequeno,
mim mãe à 2ª,
this moment,
tu lá eu cá
2 de julho de 2015
ter verde prórpio
marcadores:
around london,
árvores,
cam,
emigrar,
escola em casa,
férias,
filho grande,
hand made,
home,
mim mãe à 2ª
19 de junho de 2015
continuar sem saber o que ser quando crescer
dedicar atividades à semana aberta como profissional. a escola abre e entrar por ela adentro é o prazer do ano. há sempre cartas na manga que se acumulam entre rotinas. as estrelas com a tabuada já tinham estrelado as nossas noites e resultaram bem. para os mais pequeninos trocamos o óbvio, bolos por fruta e carregamos mais de 20 frutas diferentes. há tantas coisas que podemos fazer com fruta- conjuntos, ordenar, provas, texturas, cores, sabores, etc. aos maiores o documentário proposto não lhes foi indiferente, aqui por casa já os tínhamos feito cobaias e vamos continuar a explorar mais episódios. teatralizar a leitura para prender uma plateia funciona sempre bem, é uma carta na manga que captamos da família. a coleção geniozinhos está sempre mais do que adequada a apresentar em qualquer ano do primeiro ciclo. sempre a procurar o prazer de descobrir de aprender.
marcadores:
# mim,
do que nos interessa a nós,
escola,
filho grande,
filho pequeno,
filhos,
links úteis,
livros,
mim mãe,
mim mãe à 2ª,
receitas
1 de junho de 2015
this moment
marcadores:
escola,
filho grande,
filho pequeno,
filhos,
hand made,
mim mãe à 2ª,
this moment,
tu lá eu cá
16 de maio de 2015
a minha família é a mais bonita porque é minha
temos um momento que é "o" momento e por muito que façamos durante o antes coisas que não nos soam perfeitas este havemos de o prolongar no tempo. às vezes conseguimos recolher mais cedo, outras mais tarde. quando damos tempo ao tempo que temos e nos juntamos no quarto entre conversas do dia, livros e histórias contadas, inventadas ou partilhadas, desenhos ou tpc's feitos no chão a pedido, estamos ali só uns para os outros. nem panelas no meio, nem desenhos animados, nem distrações. somos só uns para os outros. depois acho que adormecemos com um sorriso.
marcadores:
# mim,
brincar,
de pensar,
desenhos,
dia-a-dia,
do que nos interessa a nós,
filho grande,
filho pequeno,
filhos,
mim mãe à 2ª,
perguntas
4 de maio de 2015
era uma colher de pau
marcadores:
filho pequeno,
hand made,
mim mãe à 2ª,
objectos,
receitas,
reutilizar,
tecidos,
tu lá eu cá
3 de maio de 2015
7 de abril de 2015
das praias que guardamos segredo
marcadores:
brincar,
exposições,
filho grande,
filhos,
mim mãe,
mim mãe à 2ª,
os 4,
passeios,
praia
1 de abril de 2015
primas
cresci com as mães delas naquele casarão sem água quente, tectos muito altos, escadaria de palácio, jardim das maravilhas. quando cá em casa arrastam camas, viajam com malas a sério, montam tendas e se metem em todos os armários, mesmo que tudo fique do avesso, desejo que cá voltem de novo. muitas vezes.
marcadores:
# mim,
brincar,
etc,
filho grande,
filho pequeno,
filhos,
home,
memórias,
mim mãe,
mim mãe à 2ª,
moi et les autres,
nós por cá,
primas,
this moment
21 de março de 2015
do que nos interessa a nós
às vezes esqueço-me que és pequenino mas lembro-me sempre que não preciso de ir para o laboratório encher tubos de ensaio. sei que basta mais uma milésima grama nas misturas que já fiz para ser tudo novo e diferente. sinto que tudo pode correr bem sem tanta minúcia nas misturas. arrisco mais sem tanto pudor. já faço as misturas a olho e só garanto um ou outro ingrediente para o bolo crescer. não saltas etapas mas dás saltos em volta entre o teu estágio e o do teu próprio irmão. é uma presença muito constante e intensa a de um irmão. enquanto vou ao laboratório com o teu irmão, vais apanhando o que vai caindo, observas as misturas e chegas a provar alguns ingredientes porque a porta fica sempre escancarada para trás. entras, sais, experimentas e rejeitas sempre que queres. mais isto e mais aquilo do que o teu irmão fazia com a mesma idade e mais aqueloutro. tens muitas mais persistências, certezas e quereres mas preferes saber que o ninho está sempre ali por perto. és tão indirecto nos genes que precisaríamos de nos debruçar melhor nos detalhes e ver para além do aparente. herdaste os olhos do pai e o cabelo fino da mãe mas ninguém vê a minúcia em ti. ainda tens muito para nos mostrar de ti, vamos aquém do aperitivo e por isso te refiro sempre a doçura e o melaço que me trouxeste nesta segunda viagem da maternidade. é a maior novidade. a novidade dos beijos melosos e a das certezas difíceis de dobrar. és
menos manuseável. eras mais musical mas cresces e as variáveis moldam-te, um dia vemos se tens mais sementes inatas em ti. tento não abrir a gaveta das comparações e nem sempre me lembro de elimina-la de todo. não se comparam pessoas pequeninas sob pena de lhes toldar características e as fazer imergir em vez de emergirem. muito menos irmãos. nunca vos pus a fazer muitas escolhas porque sempre achei que se formam crianças a escolher por elas a dar-lhes referencias de escolhas para um dia lhes deixar o livre arbítrio inteiramente nas suas mãos. damo-vos opções em vez das escolhas. tu queres fazer escolhas e insistes sem desistir à primeira. do que te lembras é de uma vida em trânsito em volta do nosso porto seguro mas sentimos que as tuas ligações são as de quem nunca saiu de um ninho onde nos encontramos todos, todos os minutos juntos. conforta-me sabe-lo porque também "trabalho", neste emprego que a maternidade me trouxe, para isso. tens um olfacto apurado e directamente ligado a memórias de pessoas e sítios por onde passaste. tens uma memória bem exercitada, ligada aos sentidos e surpreendes-nos com pormenores do passado. sabes de consciência plena que tens pela frente diferentes desafios em novos estágios permitidos por quem tem mais idade e por consequência mais aptidões porque vais na primeira fila a observar as etapas seguintes. sabes bem que não podes viajar no elevador sozinho e nem podes ir a casa da titi sozinho mas o teu irmão pode. eu sou a tua mãe e tenho o direito de ter a certeza de onde vêm os teus caracóis.
marcadores:
do que nos interessa a nós,
filho pequeno,
mim mãe à 2ª,
tu lá eu cá
20 de março de 2015
do que nos interessa a nós
és o meu tubo de ensaio. contigo nasci cientista. investigo ingredientes e novas combinações por e para ti a cada dia que passa. a cada novo desafio que nos aparece pela frente. avanço e recuo. avançamos e recuamos. experimentamos novas combinações e quando atinges um pequeno novo equilíbrio por mais pequeno que seja, sinto-me bem sucedida, acalmo, relaxo, sento-me no confortável cadeirão da maternidade e contemplo. mas a tua vida avança e abre todos os dias novas janelas. rasgas novidades que nos fazem voltar ao laboratório a cada variável que surge. fazemos novas misturas. acrescentamos novas substâncias e, temos resultados umas vezes mais bem sucedidos que outros. fazes-me imergir em reflexões. já me fizeste ler relatórios sobre métodos de aprendizagem. já confiei que avançavas dando tempo ao tempo. e o tempo provou que sim. devemos confiar-lhe muita coisa, muitas mais coisas.devemos sossegar mais vezes, muitas mais vezes. devíamos ter muitos filhos e desconcentrarmo-nos de cada um. já voltamos um passo atrás e pareceu que avançamos dois. mas sem o avanço e o recuo não teríamos avançado duas casas. às vezes as contas +1-1 podem dar +2 basta introduzir a variável novas experiências nessas somas e a matemática pode baralhar-se e a equação deixar de pertencer unicamente a esse domínio. não guardei no álbum de bebé nenhum pedaço do teu cabelo. mas cortei-te a farta cabeleira desde que nasceste. muitas vezes no primeiro ano. registei algumas, desacertei outras e repeti estratégias para não teres simulacros de tigelas na cabeça. nunca passeei no pescoço nenhum fio de ouro com o teu primeiro dente ao dependuro. casei o ordinal e o cardinal correspondente na cabeça, sete dentes até ao dia do sétimo aniversário, e mesmo assim receio que a memória me traia. voltam sempre a repetir zumbindo-me aos ouvidos a tua minúcia nas actividades que executas, nos exercícios manuscritos, nas manualidades e na ponderação que imprimes. mas estes últimos meses rodopias com as ultrapassagens que fazes à lentidão e à frustração inicial pelos trabalhos que deixavas por terminar. a ginástica penetrou-te cérebro adentro e flexibilizou o raciocínio e a capacidade de trabalho. és desajustado nas primeiras abordagens e nas primeiras aproximações e integrações mas rápido a entrar na engrenagem e a mimetizar o que te rodeia. tens os ingredientes envolvidos com a batedeira na velocidade máxima vindos do pai e da mãe, os físicos e os psicológicos e, à medida que cresces vamos descodificando a origem de cada sabor, mesmos os aromas adicionados só para apurar. rebobino a minha infância e encontro a agilidade, a destreza física, a flexibilidade e a relação com o corpo que fui perdendo em mim e quase fico a ver-te ser capaz de trepar o muro de 6 metros que me fazia libertar da preparatória mesmo quando tinha um pulso com pontos. treinei o pino incluindo abertura de 180º medidos a transferidor até ficar perfeito e quase cheguei ao flik flak por minha conta ainda o pinheiro da tua escola era pequeno. revejo-te nos mortais que arriscas sem pensar nos riscos e invejo-te os colchões e o treino que te amortecem as tentativas. todos os dias encontro genes do papá quando acertas os punhos das camisolas e as alinhas em paralelas certinhas. és tão nosso, tão misturado, que chego a cegar-me de deslumbramento por milésimos de segundos. outro dia num almoço de muitas mães fiquei uma hora a ouvir uma deslumbrada a falar do seu deslumbramento. quase desmaiei com o soporífero. é tenebroso ouvir mães deslumbradas, cegas de amor, maçadoras descrições de cada palavra mal pronunciada. tenho a certeza que camuflei uma expressão de tédio para não ser desagradável e que me inibi de pronunciar e partilhar todas as equações das habilidades que os meus filhos sabem fazer. são tão normais que nunca as debito. são tão entediantes, tão sem graça. dizem palavras tão normais, cheias de cócó e disparates à mistura que temo maçar o mais entusiasmante e paciente ouvinte. deixo-as falar, às mães e, sinto-as felizes numa felicidade alucinada por uma outra mãe não replicar com novos episódios num jogo de pingue-pongue salteado em que cada uma se ouve a si própria. chego a subvalorizar-vos as aquisições e a induzir em erro características e depois tenho de me corrigir e ver que afinal em vocês, em nós também há magia. até agora os vossos álbuns de fotografias são os mais bonitos que vi até hoje. só para que vos conste!
marcadores:
# mim,
do que nos interessa a nós,
filho grande,
letters to my boys,
mim mãe,
mim mãe à 2ª,
tu lá eu cá
14 de março de 2015
this moment
marcadores:
filho grande,
filho pequeno,
filhos,
mim mãe à 2ª,
objectos,
sombras,
this moment,
tu lá eu cá
Subscrever:
Mensagens (Atom)
eu vista por mim
novembro1982