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7 de fevereiro de 2023

teen third year

















há em ti essa seriedade que te invade desde que eras filho único. há em ti esse pensamento maturado, elaborado, lógico e cheio de hiperligações como quando deixaste em suspenso uma fila de pessoas num atividade em parkers piece. há em ti essa precaução de quem mede as decisões e que te faz proteger da retaguarda dos mortais. há em ti essa cautela de quem abre livros a 23º. há em ti o desejo de receber um caixote de tempo. nao sei até quando fugirás ligeiramente de beijos e amaços. há em ti uma silenciosa vontade que te leia os pensamentos ensarilhados. há em ti mais acrobacias do que melaço e muitas habilidades gravadas em ADN. há em ti minúcia e áreas que navegas sem esforço. não gostas de emendas, de rascunhos e de rasurado.  é na experimentação, no mundo, a ver o mundo, com todos os sentidos soltos que vais sugando ligações. oh quantas ligações e mundo há em ti. há em ti essa introspecção amiúde que te enriça pensamentos que depois te custam a sair. há em ti um mundo a desabrochar. e, não queremos saber dos étimos porque há muito mais coisas em nós do que as coisas que dizem de nós. parabéns a ti que nos fizeste nascer a (PA) (MA) E ternidade.

27 de março de 2020

QUARENTENA DÉCIMO QUINTO DIA

























Preparemos o aniversário da nossa quarentona do coração em pleno auge de quarentena. Se calhar é só o início. O M dedicou-se de alma e coração e todos os passos, como é seu costume, foram de entrega. minúcia, paciência e  escolha dedicada de todos os pormenores. há muito que não precisa de orientação, caminha sozinho nestes percursos hand made, com prazer. está pronto e fica aqui em primeira mão porque este espaço estava há muito adormecido e abandonado. não deve já estar ninguém do outro lado e o objetivo nunca foi aumentar partilhas mas registar os dias. nesta família talvez escasseiam mais pastilhas para a máquina da loiça do que papel higiénico. Avançamos para a terceira semana a todo o vapor e não usamos ainda supermercados. Ontem o pai fez um maravilhoso pão.

13 de fevereiro de 2020

imaginação viral



o vírus que ataca a histeria e traz inspirações a atividades de concentração escolar. material: uma fita rebentada de cartão escolar de segundo ciclo, um texto de opinião reutilizado, imaginação origami.

7 de fevereiro de 2020

tradições, comemorações a começar


































um bolo de chocolate intragável que devia ter-se chamado delícia de chocolate mas só existia perdido numa prateleira chocolate magro em pó biológico e a coisa não se deu. a massa endureceu e quase encravou as lâminas da máquina faz tudo. as panquecas com tamanho de crepe pela manhã imaginadas em sobressalto pela madrugada a explodir em vulcão, que é o que nos espera esta fase pré teen, não ficaram mal mas depois descobri que quase não havia chocolate para as barrar. a rotina a despertar, as horas a queimar, a pressa a rebentar, tudo a bombar. a vida tal como ela é IMPERFEITA! em surdina raspei os olhos no horário detetei que era a disciplina de inglês a abrir o dia e a perspicácia do teu pai à percepção do que afinal precisavas neste dia combinou um tiro à primeira aula e uma deslocação a rasgar o vento, a quebrar essa maldita rotina espartilhada. um dia peço te desculpa por te ter alimentado as piores memórias no toque de caixa que imprimo à vida como se a pressa nos fosse levar mais longe quando é sempre mais perto que está tudo. e está cá tudo.

2 de dezembro de 2019

do que conta para a história das memórias






























às vezes conversamos sobra a nossa história, as vossas memórias e as vivências individuais e coletivas. a vossa infância é única, especial e muito vossa, fruto da construção desta família que começou neste pai e nesta mãe. a cada um dos vossos nascimentos há coladas histórias a marcarem o percurso de todos. M fruto do museu ibere início dourado da vida laboral, da vida familiar, do trabalho emancipado num escritório, V fruto da crise instalada e início dos nossos vai e vens enquanto família, a emigraçao ao rubro, as viagens, o mundo aberto, dois paises a fazer de lar, presenças nas ausencias, ausencias nas presenças, um ano na s mathews school. X fruto dos regressos, das reconstruções, das reinvenções mais e menos duras, fecho de ciclo. fruto de um ciclo. 

5 de novembro de 2019

apertar os cintos primeira viagem a arrancar para novas dimensões





























montanha russa acima montanha russa abaixo. sei que acabamos de aterrar na bilheteira e que ainda olhamos perdidos a lista de diversões, ainda estudamos o mapa e balançamos entre as atrações radicais e os divertimentos seguros. serás sempre tu que nos levarás aos mais recentes parques de diversões. já sabemos da risota pegada, do nervosismo acelerado e do medo e da adrenalina. as piadas parvas do início do parque são só para relaxar e nos ambientar. vamos apertando o cinto a cada recado da escola a ver se a soltura não descamba e se as piadolas do átrio de entrada não se tornam em bebedeiras nem pôem ninguém em coma cerebral. vamos esgotando blá blás morais e espicaçando o efeito fora de grupo. sabemos das emoções a darem sinais de contrações de braxton tal e qual o alerta do parto não eminente mas muito próximo. esta semana havia sinais positivos, uma calmia que esperamos prolongada para não estarmos sempre em apneia. e, como veio recado para casa coletivo mas em versão positiva armamo-nos com cana de pesca e botas de chuva e lançamos o anzol a pescar episódios escolares. lá vieram emoções e histórias, miudezas e profundezas mas entre o sacado saiu um pedido de desculpas espontâneo e sincero à professora de evt. se foi motor ou promotor não sabemos mas serviu para falarmos do efeito borboleta a ver se contagia estes infindáveis dias de chuva que nos têm alagado a mercearia das contas que fazemos. há sempre injustiças e justiças e tensões e emoções mas assim que se acalma o inverno que guarde a imagem da borboleta colorida que lhe mostrei e que nunca queira ser peça do tetris que faz linha e desaparece.

13 de setembro de 2019

regresso às rotinas espartilho


és um obreiro mas para ti a boa vida é uma vida boa. apanhavas sempre esse barco das férias. não és saudoso nem das atividades extra que não queres deixar, nem do cheiro a cadernos novos, apesar de zeloso com tudo o que é material. guardas esses medos abafados a ganhar bafio e quando te soltas é a roçar pequenas explosões. sabes ser o estereótipo do irmão mais velho, zeloso, atencioso, cuidador. sabes ser o engenhocas tipo doutor pardal. manuseias à vontade o x ato e o cartão, as dobragens e os origamis, as cores e o preto no branco. escorregas na leitura e deixas-te ir com todos os apesares. tens na eminência de começar o último ano nesta escola de transição. caminhas a passos largos nas areias movediças da pré adolescência por isso te tolero algumas explosões. desafio-te para este ano a conteres as maçadas das professoras e das disciplinas mais maçadoras.

27 de agosto de 2019

picardia ao rubro



este foi ano do " dão-se como irmãos". o beliscão, a gestão dos desenhos animados, até a sedução da relação com o pequeno irmão. o apogeu da vossa relação de irmãos, o desequilíbrio esporádico do "não chego para todos". mas no fundo vocês sabem que eu sei que o cordão invisível que vos une está lá. haja o que houver.

25 de julho de 2019

builder son



és o construtor. o que nunca se entedia. o que quer mais horas por dia. o menino dos projetos entalado em atividades. que o martelo Mjölnir te poupe a grandes trovões, relâmpagos e tempestades e a épicas batalhas. que tenhas a proteção da humanidade e uma coleção gigante de pequenos momentos de felicidade. há sempre uma força dentro de nós.

23 de julho de 2019

a urgência de viagens mundanas


eles trocam de atividades a cada semana. eles rodam a casa de amigos na hora de dormir. sobra o pequeno a viajar ainda em voos baixinhos. e as dificuldades que estão a ser as viagens à casa de banho.

20 de julho de 2019

out sider life / in sider growth



A canção dos adultos
Parece que crescemos mas não.
Somos sempre do mesmo tamanho.
As coisas que à volta estão
é que mudam de tamanho.
Parece que crescemos mas não crescemos.
São as coisas grandes que há,
o amor que há, a alegria que há,
que estão a ficar mais pequenos.
Ficam de nós tão distantes
que às vezes já mal os vemos.
Por isso parece que crescemos
e que somos maiores que dantes.
Mas somos sempre como dantes.
Talvez até mais pequenos
quando o amor e o resto estão tão distantes
que nem vemos como estão distantes.
Então julgamos que somos grandes.
E já nem isso compreendemos.
Manuel António Pina
(do livro "O pássaro da cabeça")

18 de julho de 2019

lutas sem som

as disputas territoriais são a orquestra dos dias, detesto mediar conflitos que envolvam física quântica. sabem ser ruidosos. nada de novo. eles conhecem-se e conhecem os calcanhares de Aquiles, sabem que torções de tornozelos fazer-se. noutro dia enquanto o pequeno caía no sono ficaram a prolongar-se no jogo do rodopio entre quartos. cumpriram o nível de som a roçar o silêncio. foram apanhados encavalitados e afirmaram tratar-se de um luta sem som.

8 de julho de 2019

e quando crescemos em plena quarta década


























sabemos melhor a cada década que passa o que queremos. o que não queremos. o que procurar. o que evitar. para onde fugir. para onde correr. na fonte boa uma hora boa salvou-nos o dia. conjugamos sempre o verbo ir. há sempre um infinito no verbo ir. seja para onde for.

6 de julho de 2019

a tua zoologia na universidade júnior



tem um sentido estético que talvez se sobreponha. a tua zoologia tem um parceiro de combate. um interlocutor de disputa. a tua zoologia do coração tem as artes visuais a passar-lhe muitas vezes por cima. e quando te oferecemos as ciências e as artes há um mundo de atrações. não sabes que estás a abrir mais portas e não são só essas de desbravar uma cidade, da penetração em centros de saber ou nessa de conhecer pessoas novas. estarás a abrir portas dentro de ti. portas e janelas são o que nos faz abrir ao mundo. ao mundo que há em nós.

5 de julho de 2019

fomos "almoçar" fora


























é uma das praias "à mão de semear" que mais gostamos. tão vazia em tempo de férias. tão cheia de matéria prima. encravada entre a água doce e a salgada, entre areal dunar e pinhal e sol e sombra. entre mar revolto e poças e rochas e areia fina. dispensamos enfiar as pernas sob uma mesa e dispensamos a musculação de talheres na mão. alimenta-mo-nos desse improviso esvaziado de artefactos. concluímos sempre que bate qualquer refeição saudável porque nos alimenta para lá do óbvio.


4 de julho de 2019

perto que é ir mais longe



pedras, areia, dunas, água, água salgada, água doce, godos, ardósia, um canivete, uma tenda e uma merenda. não precisamos de nem um brinquedo. não precisamos gerir conflitos. não precisamos de gerir aflitos. este nosso pousio secreto transborda de matéria prima para passar um dia a sacudir o tédio e a alimentar a arte da divagação, imaginação, exploração, concentração, e animação. eles trepam duna acima, rebolam duna abaixo. eles afiam paus e lascam pedras, selecionam godos e saltam com as pulgas. instalam o silêncio e fazem rodopiar os pensamentos.

2 de julho de 2019

o puzzle do tempo ou o tempo de um puzzle



nem sempre o tempo encaixa no tempo que queremos que o tempo tenha. encaixar peças requer tempo essa medida de tempo que parece que corre. o tempo de um puzzle faz nos regressar ao tempo que o tempo deve ter. é um programa que encaixa em tempo de férias onde o tempo deve regressar a essa unidade de medida das rotações e das translações a compassos de ritmos alinhados com a natureza da vida.

1 de julho de 2019

férias e os mergulhos nos campos, atl´s, atividades e campos de férias



houve anos em que as voltas que a vida nos deu e a volta que demos à vida fizeram com que nos entregássemos uns aos outros de forma mais intensiva. não havia atl´s, nem campos de férias e às vezes nem escola. hoje ainda se tenta atirá-los para o máximo de dias sem. sem orientações, sem atividades de ocupação. sem horas, sem merendas. com o avançar das idades os dias de deriva acabam muitas vezes em mergulhos eletrónicos profundos. são sempre em profundidade já que os eletrónicos criam uma relação difícil com a manutenção do corpo à tona da água. este ano vamos ter um apogeu de ocupações. não há como não aceitar as circunstâncias no tempo verbal a que elas pertencem. as suas memórias serão muito diferentes da geração anterior nem para melhor nem para pior que as memórias de infância hão-de ser sempre memórias doces. porta aberta ao triplo mês das férias escolares. 

27 de junho de 2019

nos genes



trazem caraterísticas que transportam. há lá apetências inatas ou então não sabemos descodificar este botão acionado. inato. 

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982