28 de janeiro de 2008

gandhi


do serão de domingo adormecemos com o gandhi. resistimos o suficiente para relembrar uma das melhores viagens que ainda nos prende, na memória, estes sorrisos. há dois anos preparávamo-nos para mergulhar numa aventura.

amigos de 28 anos



bom rever-te, bom ouvir-te

25 de janeiro de 2008

conta gotas

a produção de hoje foi a conta gotas. algumas gotas sairam de tarde depois de uma sesta. devia instituir-se sexta dia de sesta. claro que só se passou o corpo pelas brasas que bem sei que o cérebro estava a fervilhar.

23 de janeiro de 2008

22 de janeiro de 2008

quarto crescente


ainda mora no quarto que "carrego" para ele. eu quero que se mantenha quentinho mais uma semana. o quarto cresceu e ontem a lua cheia chegou.

xilofone


o meu xilofone tem mais de vinte anos e parece-me faze-lo mexer mais do que com qualquer outro som. reconhece-lo-à?

21 de janeiro de 2008

se manias


somos 5 certas. uma mais ou menos, que uma bebé vale mais que dois dedos de conversa. outra, troca-nos sempre por conversas de miúdos. elas deliciam-nos com os seus novos brilhos dourados adquiridos, eu retraio pensamentos e ouço-as descomprimir. descomprimo-me. o ritmo semanal mantém-se a todo o vapor e o ritual ganha estatuto de dia para dia. cada uma, uma caixinha com vida e algumas encaixam-se aos pares. continuo labirinticamente a sentir a minha vida mais diferente, mas o caminho acaba por andar a par. semana a semana a reunião consolida laços e promete trocas recorrentes.
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nota: créditos fotográficos dele

3d


17 de janeiro de 2008

working days



visitamos. único registo: uma amostra de pavimento hidraúlico perdido. tudo o resto, uma adega que serve refeições em anexos. os clientes gostam. os proprietários não estão legais. o edifício é arrendado. o projecto não tem ponta por onde se lhe pegue. melhor é ficar assim...

37s

sonhamo-nos sem barriga, acusamos cansaço. significa que encontramos posição que permitiu essa abstracção. dei por mim a passar-lhe a mão e sei que eram 6 da manhã e na barriga uma festa pegada. não contabilizamos movimentos que eles são intensos, abundantes e têm poder de desconcentração das tarefas que temos pendentes. de manhã o triplo do tempo para nos arrancarmos de casa.

15 de janeiro de 2008

14 de janeiro de 2008

oficialmente

entramos na fase em que deixam de nos perguntar quanto tempo tens e perguntam é para quando

9 de janeiro de 2008

working days


sacrificam-se exercícios às básculas e troco respiração por transpiração

8 de janeiro de 2008

preparing


a caminho das 36s tenho a minha mala por fazer e a dele meia feita. um ninho montado e carrinhos por chegar. nas próximas duas semanas combinamos repouso.

7 de janeiro de 2008

sem dançar


não temos dançado, o ventre já pesa, está proeminente e este workshop não inclui "embutidos"

5 de janeiro de 2008

tarde de chuva


"pomar" livre

3 de janeiro de 2008

de hoje


o aquecimento global tem surtido efeitos reais, deste inverno pouca chuva, pouco frio. vamos pagá-lo e do que mais gosto neste período de festas é de sentir o tempo adverso de dentro para fora. hoje o inverno disse que estava aí e eu gosto de sentir a passagem das estações. tenho tantas saudades daquele branco que até um bocadinho de granizo me alegrou. e venha lá a primavera e o meu rebento.

2 de janeiro de 2008

1 de janeiro de 2008

ano passado, ano esperado



a terminar o ano roupas lavadas e passadas. a começar o ano composto e recomposto um espaço de acolhimento. tarefas cumpridas em troca de anos. o ano tem mais um dia, nós vamos ser mais um.

30 de dezembro de 2007

2008


quase, quase, quase a chegar...
com novos planos e muitas imagens para registar.

28 de dezembro de 2007

do pai natal



.rockabye baby por entregar
.contracções uterinas trazidas a mais e descanso a menos
.corropio de sempre entre duas vidas vividas em negação de ponto de fuga
.pouco cumprido o prazer de oferecer um bocadinho de mim em cada escolha de presente
.suturas de bónus
.angústias de sempre
.presentes em duplicado que ainda sou duas
.uma troca de presentes sem as figuras da praxe que prometem conflitos futuros
.um presépio que promete camuflar e/ou evidenciar disputas de figurinos
.duas camisas imaculadas que me lembram a contagem decrescente
.um meio corpo pedido onde já pendurava uma barriga de vez em quando
.um mudador imaculado que apoiará um pedaço de mim
.carrinhos a ir e voltar
.sapatilhas estreadas antes da hora H que o ano promete umas todo o terreno
.uma aletria imperfeita com rabanadas feitas nas condições da praxe
.um leite creme que me compôs o estômago
.umas espreitadelas a registos de passeios com uma máquina preciosa que se herda por desinteresse dos demais...
.constantes reais irreais e surreais escapadelas para me (des) unir a mim...

21 de dezembro de 2007

wip




quebra-se o limite superior, a cabeça e a resistência. procuram-se referências, acrescentos, chapéus e origamis...os olhos trocam-se e os planos agudizam-se em mais inclinações.

20 de dezembro de 2007

33s


growing in constant activity

15 de dezembro de 2007

32s


13 de dezembro de 2007

três dedos de conversa


e sentamo-nos a três e não lhes invejamos as decorações exibidas nas garras postiças que as fazem sentir-se poderosas. reclamamos apenas um mimo pouco rotineiro e arrepiamos um bocadinho os passos para obter um brilhozinho nos terminais de nós. a três como em outros saborosos momentos que guardo. saímos de lá sem meter as mãos nos bolsos e com vontade de ir tocar piano em mais conversa fiada. eu reclamo mais momentos assim e receio o abandono quando me dividir em dois.

...

não tenho queixumes típicos de ah e tal queria cesariana e tudo a que tenho direito para passar "ilesa" do momento X, pelo contrário, tenho ideias ao contrário. o tempo de antena que me dão é sempre curto para me exprimir e retraio dúvidas que são certezas por declarar. não adianto, descontraio, logo se vê. queria trazer mais queixumes para me concentrarem atenções, preciso de atenção e não me sinto capaz de a reclamar porque não gosto de inventar dores. enquanto esperei pelo carinho do doutor que me afagou o invólucro, a v. sentiu-o dançar, já não me pontapeia, empurra-me as fronteiras de mim. eu gosto e raramente vou a tempo de o partilhar. mapas de acabamentos, mapas de vãos, memórias descritivas e desenhos parciais, são tarefas que me substituem os babygrow's mas, não vejo a hora de acordar e ir espreitar o berço e o mudador recheados de momentos entre s'es e e's que me caracterizam o trabalho e a vida.

8 de dezembro de 2007

ani (berçários)

festejos prolongados e não consegui ficar no barco, fui rejeitada pelo vómito dos atropelos que o abarrotavam. elas rodearam-me de ai's eu irritei-me de rodeios e fugi. só tive pena de não rodopiar um bocadinho ao som de melodias dos outros tempos. o barco mantém a lotação e os picos de atracção. atravessa gerações e mantém fieis ligados em rede. não me apanham na rede tão cedo e até tenho pena. agarro-me a mim, abraço-me a mim e afago-me a mim porque só eu sou duas de mim.

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982