redimimo-nos ao halloween e decidimos optar pela miscigenação de conteúdos disponíveis, reconstruimos as nossas próprias tradições e cedendo a muitos pedidos fizemos um jantar atrasado. meia hora a preparar a festa surpresa. as tradições também têm um começo. sempre nos aculturamos, cruzamos tradições. levamos e trouxemos. misturamos e aglutinamos. assim seja.
7 de novembro de 2014
cuspimos para o ar e caiu-nos em cima
redimimo-nos ao halloween e decidimos optar pela miscigenação de conteúdos disponíveis, reconstruimos as nossas próprias tradições e cedendo a muitos pedidos fizemos um jantar atrasado. meia hora a preparar a festa surpresa. as tradições também têm um começo. sempre nos aculturamos, cruzamos tradições. levamos e trouxemos. misturamos e aglutinamos. assim seja.
6 de novembro de 2014
5 de novembro de 2014
filho pequeno
chia um chiar prolongado a entoar nos ouvidos a persistir nos quereres. urge descobrir uma forma de reversão sob pena de um descontrolo permanente de parte a parte.
cheira. cheira-lhe a pessoas e a momentos. o mundo dele tem cheiros. cheira-me a vóvó, cheira-me a aldeia, cheira-me a titi ou a primo, cheira-me a casa de não sei quem, cheira-me a alguém, cheira-me a praia. quase imergimos em episódios engendrados por Suskind num gigantesco armazém de odores e aromas que o transportam a pessoas, a momentos e a sítios.
sonha. diz que está já a sonhar antes de adormecer. que anda a cavalo, de coisas que sabem a gelado, um sem fim de temas. quer histórias e cd's em modo repetido. reclama a roupa e agora pede tpc's.
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1 de novembro de 2014
27 de outubro de 2014
ri te
inspira muito muito fundo, enche muito os pulmões, tanto quanto possível para que não fique nenhum espacinho sem ar. mergulha. nada devagarinho e os dias passam. coleciona dias. ri sem ti. vem à tona. expira. baralha-se tanto para tão pouco tempo. o ar sai muito muito rápido. numa golfada de ar.
26 de outubro de 2014
20 de outubro de 2014
aqui fui muito feliz
colecionam-se momentos selecionados, juntam-se aqui num cantinho. escreve-se uma história, triada, como todas as histórias. a maior parte dos momentos são felizes, uns mais , outros menos, outros assim assim. mas para aqui, para atiram-se menos vezes os infelizes. alguns não interessam mesmo, mesmo para nada.
19 de outubro de 2014
18 de outubro de 2014
desafios
ao cair da noite propus-lhe personalizar uma t'shirt lisa com o exercício com que se defronta agora quase todos os dias. aceitou registar todo o abecedário por ordem, sem critério entre maiúsculas ou minúsculas. desafio aceite com prazer bastou uma caneta de desenhar em tecido. poderá funcionar como um arquivador de memória, as primeiras curvas do alfabeto ficarão ali a marcar quando a porta da escolarização se abriu.
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17 de outubro de 2014
13 de outubro de 2014
12 de outubro de 2014
11 de outubro de 2014
10 de outubro de 2014
alfabetização
gosta dos lápis muito afiadinhos para que lhe saia uma letra muito perfeita, milimetricamente medida. as letras fazem parte do dia a dia e no primeiro mês saiu-lhe muito do "corpo" , preso na cadeira.
6 de outubro de 2014
2 de outubro de 2014
do que nos apraz
é um prazer arrastá-los por uma cidade europeia fora, entre ruas e parques, pouco espartilhados de horários, a espreitar quarteirões escondidos, a parar e a arrancar ao sabor do vento, da fome ou das rotinas básicas, sempre a pedalar. é um prazer deslocar-mo-nos 15 quilómetros para enchermos a despensa e pararmos pelo caminho ao ritmo do pedal por campos e vielas atravessando fronteiras. é um prazer estarmos todos a pedalar, a velocidade perfeita, nem depressa nem devagar, os 4. é um prazer entrar nas rotinas poder dar responsabilidade e ter um filho a crescer que pedala por sua conta até à escola. é um prazer levá-los à escola e apanhar ar na cara. é um luxo ir e voltar de bicicleta. é um luxo ser dono de algumas horas, que coincidam com um regresso a casa que ainda tem tarde pela frente. são dias bons estes em que a chuva não nos empurra para habitáculos móveis.
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30 de setembro de 2014
eles
acabados de nascer cada um já com a sua minúscula história a reboque. as horinhas que antecederam cada um dos seus primeiros minutos são especiais como serão a de todos os bebés de todo o mundo mas as deles são nossas. carregavam já muitas diferenças físicas que nos introduziram logo na maravilhosa descoberta que é ver uma criança crescer e exteriorizar uma séria de mistérios da genética. não acredito na tábua rasa. tivéssemos nós uma coleção de filhos ou de gémeos e nenhum se encaixaria na personalidade do outro sem nenhum desvio e isso é mágico. vê-los crescer continua a ser mágico, gosto da tarefa, não gosto de delegar.
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21 de setembro de 2014
o outono
há dias em que as horas esticam, há dias em que o ponteiro dos minutos se arrasta e o dos segundos quase congela. são dias de rotinas, espartilhados em horários mas que ar matinal ao sabor do nosso pedalar contraria os gestos mecanizados que nos esperam pelo dia . regressamos pelo mesmo caminho, pés nos pedais, ar na cara e raios de sol a dourar-nos o cabelo. aterramos na areia e entramos pelo mar de outono adentro. chapinamos, chapinam e passo de personagem a espectadora de um filme relaxado. regressamos com os bolsos recheados de areia, o cabelo cheio de sal, poluídos por um lado e despoluídos de outro. o dia parece ter mais horas, tudo parece estar no lugar certo do lado certo e não está.
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8 de setembro de 2014
7 de setembro de 2014
2 de setembro de 2014
1 de setembro de 2014
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