31 de outubro de 2008

vestir


os quase nove meses já lhe enchem a camisa que tínhamos em arquivo. é tão lindo o tecido que também gostava de uma saia para mim. a rita tem mais histórias para vestir aqui.

29 de outubro de 2008

espreitar


entrei, passei o segundo átrio. na próxima a ver se subo. o meu dentista não tem um chão tão bonito, quando lá vou também quase só lhe vejo o tecto.

espreitar II



à entrada de um cat (centro de apoio a toxicodependentes ) dois rapazes "impediam" a passagem

-deixa-me tirar uma fotografia ao chão?
-ah faça favor
-olhe isso é para alguma investigação
-não, é só porque gostei do chão, respondo
a ver se na próxima entro


25 de outubro de 2008

dele


ando-lhe a fazer uma saco para a muda de roupa que tem de manter por lá. não lhe é proporcional, mas dará para dias futuros, que bebés não carregam sacos. as mochilas nos infantários são um mostruário dos ícones do momento, já tenho uma overdose de noddy's, kitty's e outros que tais. a ver como vamos gerir as escolhas...
a sala dele esteve vazia nos últimos dois dias, é o único resistente. o segundo dente já apareceu e ele continua a combater uma leve infecção gastrointestinal sem lhe ceder. ainda estou para confirmar se ele é o único amamentado e se as minhas defesas terão alguma responsabilidade nesta resistência embora ainda sinta admiração quando afirmo que sim aos quase nove meses ainda amamento.

23 de outubro de 2008

20 de outubro de 2008

da terra



já temos abóbora para este ano repetir a dose, gosto do outono a chegar aos bocadinhos.

19 de outubro de 2008

os pés e a luz




os oito meses estão a trazer-lhe várias coisas pela primeira vez. já lhe trouxeram a primeira febre, o primeiro dente e finalmente o uso dos primeiros sapatos que estavam em stand-by. agora que quer fincar os pés no chão pareceu-nos que no exterior só as meias não davam muito jeito.

14 de outubro de 2008

das nossas coisas





já estou mais em paz com A inevitabilidade, mas por favor não me venham com a conversa de que ah e tal vai ficar muitas vezes doente, prepara-te, ah e tal mas é muito bom que ganham defesas e até os pediatras dizem e até lhes custa menos do que irem mais tarde e ah e tal é bom conviverem com criancinhas... não me entupam os ouvidinhos com essa conversa que eu não vou nessa. cheira-me sempre a consolo desenquadrado como nos casórios com chuva - boda molhada é abençoada - que treta. continuo a lutar para que lá fique o menos horas possível. ponto final. sim, continua a andar muito comigo no sling, sim, dou-lhe todo o colo do mundo, sim, ainda mama quando nos calha. sim, continuo a achar que mimo é uma coisa e regras e educação outra, uma não (in)valida a outra. sim, de vez em quando posso na mesma queixar-me um bocadinho que isso faz parte da vidinha, queixarmo-nos dela.
à parte desta conversa sempre tinha razão, com a comemoração do mesário veio também febre e o tal dente que já está de fora.

12 de outubro de 2008

inaugura /exposi (ção)





estivemos na biblioteca

9 de outubro de 2008

8 de outubro de 2008

7 de outubro de 2008

cores de outono


8x30 / 38º

já passaram sensivelmente 240 dias, arredondando os meses aos 30 dias, que há dois seguidos com 31 mas um só com 28. no dia do seu mesário 38º e ben u ron pela primeira vez.

5 de outubro de 2008

perfil


quase quase com os oito meses feitos já se senta e foi como com quase todas as outras aquisições, foi-se sentando até se sentar. acho que só o rebolar teve data fixa. adivinho-lhe um dente, aposto-lhe o primeiro a romper apesar de ter de ouvir de todos os "experientes", insistentemente e desde os quatro meses, que os dentes estavam a nascer, só porque as mãos estavam sempre na boca. entrou na motricidade fina e já me descobriu as pestanas. belisca-me as olheiras, já de si vincadas, a tentar apanhá-las. faz pinça para tentar apanhar a espuma do banho e estranha que não a consiga agarrar nem com a mão toda. deslumbram-lhe os cabelos e os meus estão tão fraquinhos para serem freios. definitivamente a chupeta não é objecto das nossas rotinas. menos uma "batalha".

4 de outubro de 2008

da rua


fui procurar mais galão mas a loja estava fechada, contentei-me em esmiuçar a montra

2 de outubro de 2008

frases


com o uso do sling provoco algumas reacções que já me fizeram somar frases, entre elas registei algumas (quase podia criar uma categoria - uso do sling). de hoje mais uma:

mama, aquele menino está na barriga da mãe dele?

30 de setembro de 2008

conner´s of my home



correr atrás de momentos de luz, da luz de fim de tarde e da luz da manhã

29 de setembro de 2008

para lá e para cá


continuamos rendidos. ontem adormeceu sentado embalado pelo ritmo do meu caminhar

26 de setembro de 2008

entardecer na praia II





fomos ver as gaivotas em terra, no mar e a levantar voo enquanto o sol se punha...

entardecer na praia II



a praia no outono é mais nossa e eu gosto mais dela assim...

22 de setembro de 2008

frases


parece um macaquinho agarrado à barriga da mãe

9 de setembro de 2008

coisas nossas IV

.
.
.
.
,
aos sete meses ainda só se senta por breves instantes sem apoio mas já quer fincar os pés descalços no chão. adora que lhe tire as meias, ri-se, feliz. continua descalço. há quinze dias virou-se sozinho e rebolou pela primeira vez. a máquina fotográfica parece que se estragou, tira tudo quase branco e desfocado. eu estou no meio da ponte, com o aniversário e o natal quase equidistantes. a ver se o telefone me desenrrasca umas imagens até lá...

3 de setembro de 2008

S


a minha vida agora tem o eixo deslocado. ondulado. nunca mais usei relógio, nem perfume, nem colares e nem pintei as unhas. hoje lembrei-me que me esqueci de ver ao espelho e de dar um beijo no pai dele. outro dia jantei com amigas e com amigas de amigas, a sangria escorria-lhes nas unhas e eu a seco. jantei com um lenço na cabeça que me escondia o banho por tomar mas fi-las acreditar que era estilo porque me combinava com a roupa. como ele dormia prolonguei-me nas tapas a tentar abrir buracos nos temas esquecidos.

#

ando a apanhar-me as lágrimas. tenho um nó na cabeça. vou cortar o cabelo a ver se deslaça...

2 de setembro de 2008

có córo có có


fui cacarejar para casa da amiga. enquanto ela se hipnotizava com as novas gracinhas do meu rebento eu cuspia os disparates. ela só faz uma coisa de cada vez e, como verdadeira ouvinte, não ouviu quase nada. revi quase todos os itens de um caderno de encargos para congelar mais uma vez o tema. não quis mais rever os itens dos 180 minutos que vai passar num infectário longe dos meus faróis. não é fácil conformar-me. o cheiro dele já me foge das narinas. e quando corro para o apanhar ele dorme sempre como um anjo. a vida às vezes não é a cores.

22 de agosto de 2008

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982