29 de agosto de 2007

28 de agosto de 2007

27 de agosto de 2007

:I


o tempo anda incerto e a pregar partidas. no sábado, cá para cima, esperávamos chuva mas esteve sol. "caímos" na água durante toda a tarde e só ao entardecer a água caiu sobre nós. ficou por visitar a bienal de cerveira porque um jantar de vários amigos e várias crias nos fez regressar. a ver se lá voltamos...

26 de agosto de 2007

ir de carrinho



tenho previsto passear e muito de sling, a ver se nos adaptamos. como viajante de primeira rodagem não me parece que escape à saga da escolha de um carrinho à qual não me apetece dedicar tão cedo. a primeira viagem tem a pressão de uma primeira exploração no terreno, a tentação de adquirir o equipamento completo e mais algum é real mas, para já, não me anda a apetecer pensar nas mega listas de coisas que às vezes se transformam mais em tralha que outra coisa. ando mais inclinada para escolher meia dúzia de coisas fundamentais e que goste. sou prática e importa-me mais fazer opções que nos preencham. há carrinhos e carrinhos e entre os carrinhos começámos inclinados para este que precisamente não se inclina. em alternativa, aparentemente com as mesmas características, entre elas os 6 kg de peso, descobri este há venda na gama rústica.... a ver vamos...
.
nota: imagem daqui

25 de agosto de 2007

24 de agosto de 2007

sombras I


experimentei um arabesque mal amanhado, que os meus redondos estão a ficar proeminentes, recordei-me saudosa e senti-me empenada, se o ângulo recto já é custoso o obtuso é para esquecer. apeteceu-me correr pelo arvoredo e fugir de mim...

sombras


sombreei quadriplicada a minha altura, senti-me gigante eu, que me aguento em pouco mais de metro e meio e me alargo de dia para dia, orientei-me a nascente e deixei cair os últimos raios de sol directos do mar.

23 de agosto de 2007

16 S


não vou dizer que não me sinto ansiosa por saber o que se passa do lado de lá mas, vou dizer que não tenho pressentimentos e afins em relação ao que está do lado de lá. recuso-me a deixar que me adivinhem o sexo mas deixo que lhe naveguem suposições. esta semana somos 16 semanas a dois e aposto que em breve satisfarei as constantes questões do ele ou ela. tento adivinhar-lhe movimentos e hoje já me sinto certa de os detectar. uma leve bolha no vácuo a passar sem tocar paredes e uma leve sensação de contracção espontânea muscular, assim as descreveria. a bem da verdade e por mais que conscientemente não queira andar sempre tipo paparazzi os momentos ecográficos acabam por ser momentos de proximidade. por outro lado é difícil antecipar compras e aproveitar saldos de época, andamos ao contrário porque vamos chegar com frio. à parte disso já me chateiam as incursões comerciais de tão reduzidas as opções, entre azul e rosa, tenho-me ficado pelo branco.

15 de agosto de 2007

capela e adro num trombone



hoje é noite de bailarico mas o tempo anda a pregar partidas aos milhares de emigrantes que vibram com o retorno à terra abandonada. na capela isolada no monte, onde há apenas uma deslocação por ano, um cinzento escuro caíu sobre o adro e por pouco a banda não tocava e as fatiotas não saíram ensopadas. ainda me mantenho na assistência as minhas tradições estão noutra terra meia adormecida. esta, é muralhada em estrela e mantém-se intacta.

13 de agosto de 2007

praia / campo



troquei a praia pelo campo, um ruído constante de luzes e pessoas por um pouco mais de silêncio. deixei uma menina de timor pelo caminho ainda que consciente que uma festa popular no interior de portugal a tinha deliciado. não fosse ela ter de voltar para lisboa tinha-a trazido. troquei com ela diferenças sociais mas a certa altura com a pressão de tantas perguntas de tanta gente achei-a desperta a enganar costumes. entreguei-me definitivamente à moleza em vez de acabar projectos que arrastei comigo na esperança de lhes dar um fim. do que gostei mesmo foi de atravessar portugal, desde o sul até às beiras, a dois e, gozar de algum silêncio envolvente. chegamos no entardecer mas ainda não me trago eu própria totalmente comigo...

2 de agosto de 2007

united colors



de férias, tenho comigo, fruto desta viagem, uma rapariga timorense que estudará nos açores. as diferenças sociais são brutais, espero que absorva calmamente o que há de bom por cá e que faça uma triagem para confrontar com o que traz de lá. a vergonha das diferenças com as quais se confronta é permanente mas a afectividade com que se sente recebida é doce. a existência de uma criança por perto faz da integração campo facilitado, as crianças são espontâneas e ao segundo dia absorvem a atenção dos mais disponíveis. para já parece-me importante dar-lhe espaço de adaptação para que não se sinta pressionada a mudar de hábitos tão repentinamente. por lá ainda mergulhava no mar de roupa e o confronto com tanta gente na praia de biquíni não deve ser fácil. para já ficará vestida na praia o tempo que precisar. para mim, a riqueza da nossa cultura deve ser isso mesmo aceitar os outros com todas as diferenças que transportam.

1 de agosto de 2007

partida, largada, fugida!

já me sabe a férias...

31 de julho de 2007

XXX



três décadas e não estou sozinha...

29 de julho de 2007

de sling




ainda longe de nos adaptarmos ao nosso, recebi de prenda antecipada uma boneca com o seu filho slingado, é colorida, gosto dela.

28 de julho de 2007

"parlapier"



descendo, pelo lado masculino, de um verdadeiro "papagaio". mas eu não tenho grande jeito para alimentar conversas. sou pró calada, às vezes sinto-me antipaticamente muda, falo pouco e absorvo muito, alimento barreiras e estimulo afastamentos. sou reservada. chateia-me a conversa de circunstância, sobre o tempo, sobre a vidinha. com os meus pares sou tagarela, com a irmã sou fala barato, conferenciamos já por muitas noites dentro e temos sempre, mas sempre, o que nos dizer uma à outra. gosto de cumplicidades de irmãos, não me sabia sem irmã. mesmo com os poucos amigos só alguns me arrancam a tagarela que há em mim, sempre abafada pelo receio que me invadam a vidinha. sei muito bem porque desde cedo fui construindo muretes, mantenho-os para o mundo, destruo-os progressivamente e muito lentamente para alguns que escolho a dedo.
.
diz que somos parecidas mas há duas particularidades que baralham o esquema. ela é encaracolada desde sempre, eu mais baixa desde que nos tornámos definitivamente adolescentes.
.
sou mais velha e construí-me protectora. agora, progressivamente, redireciono-me para outro lado num outro patamar de protecção.

27 de julho de 2007

a vida, por etapas



sempre senti etapas na vida, sobretudo ao ritmo da escola, ano a ano, fase a fase, as "conquistas" que se ganham com a maturidade de se ser adulto continuam a ser etapas mas, algumas com nuances bem menos interessantes. sinto-me a transpor mais uma passagem, sem dramas, sem angústias (pelo menos para já) e sem antecipar o que quer que seja. um pé atrás do outro todos fazemos caminho pois o caminho faz-se caminhando.
.
na índia incluímos goa no percurso feito, que passou por bombaim, aurangabad, amravati, cochi e trivandrum, circulamos de combóio, de carro, de taxi, de riquechó e de barco, faltou o elefante.
.
a imagem é de goa, os créditos, da outra metade e nós por cá continuamos a sentir-lhe a falta dos aspectos negativos e dos positivos.

25 de julho de 2007

o primeiro voo


começam a acalmar os tradicionais primeiros sintomas do meu novo estado. já transitava para alguma acomodação mas sinto alguns sintomas a fugir-me ao de leve, ligeiramente menos sono, ligeiramente menos desfalecida. posso dizer que tenho sono sem que me atropelem com um ah pois é mas depois vais sentir isto e aquilo e deves fazer assim e assado e não deves fazer cozido e blá blá blá? sinto-me em plena época de descobrimentos, não me apetece ouvir algumas já mães cujas conversas por vezes me cansam por não conseguirem dar espaço de relaxamento e anteciparem sintomas, sentimentos, sensações tudo prognosticado automaticamente. uma primeira viagem será sempre uma primeira viagem uma exploração do incógnito das descobertas. estas serão as minhas, não as dos outros. podemos aprender os dois a voar descansados?

23 de julho de 2007

duas de mim



também me ilustrava assim. depois deste, deste e deste só faltava a foto para me tornar inequívoca. já ando a preparar o ninho porque nos tenho na barriga.

22 de julho de 2007

sair


continuo inoperativa mas um jantar fora da área de residência e uma dormida em caminha fazem mais pela paragem do fim de semana que um fim de semana inteiro a relaxar.

16 de julho de 2007

hibernar num casulo feito seda


apetece hibernar, meter-me no nosso próprio casulo e acordar feito seda, leve, macia, delicada, revigorada depois de ter sido aconchegada por ti. posso ser eu em ti e não tu em mim? só por um bocadinho? e acordar mariposa, colorida e alegre para voar e te levar? posso acumular energias hibernada no verão e despertar no inverno para te aquecer? também há os que estivam no verão num estado que me agradava por ser menos profundo, permitia permanecer alerta parcial. a bem da verdade não preciso de acumular gorduras, não é a temperatura nem a falta de alimento que me motiva, mas cair num sono profundo sabia-me bem. é que me faltam as energias e arrasto-me constantemente desfalecida, o meu casulo está em mim e eu queria era estar nele.
.
na minha primeira escola exploramos-lhe o ciclo e registamos-lhe o casulo. gosto do casulo mas esquecia a parte da lagarta embora seja verdadeira costureira da natureza. mas dada a delicadeza da exploração e da matéria só nos era permitido acompanhar com acompanhamento. já para a tradicional experiência do feijão, experiência sua antecessora, era mais simples, cada um controlava o seu copo de iogurte, o amolecer do seu algodão e o comprimento das suas raízes.
.
na verdade o feijão fradinho é o único que me cai, em salada e com atum. há pouco tempo descobri que até engulo os que se associam à picanha e nadam no molho preto. é que perco-me em misturas e não os engulo sem elas.
.
lembro-me ainda de um que o meteu no nariz que humidificado lhe criou raiz e penso se terá sido estória de educadoras cautelosas ou facto acontecido. mas que a estória entranhou lá isso entranhou. até hoje.
.
imagem daqui

13 de julho de 2007

música para os nossos ouvidos


descobri que editaram os clássicos dos meus e de outros tempos para bébés, sinto-me oportuna a desejar a coleção toda que me parece já ir no vigésimo cd. podemos começar por este que parece ser o último e o que mais me liga ao ano vivido na suiça. são o número 1 na lista de desejos para o aniversário e podem ser encontrados aqui. fica a dúvida se já existem por cá ou não, vou investigar. andava desatenta.

12 de julho de 2007

mais mosaico





moro na zona sul, paredes meias com a zona norte. na zona sul ainda se descobrem muitas coisas, gosto de descobrir coisas, mas cada vez menos que lhe assaltam os modernos. por isso identifico-me mais com a zona norte e sempre que a mergulho lhe descubro mais (r)ecantos. de ontem mais mosaico hidraúlico num cabeleireiro de segundo andar (não sei se de segunda categoria). já estudei a zona sul sem a isolar da zona norte e descobri-lhes um encanto mas recantos há a norte.

11 de julho de 2007

comer cometa






um aniversário é sempre pretexto para juntar a malta e fazer convívio, ela descobriu o cometa e todos acabamos por descobrir a muralha fernandina. eu fiquei sem sopa mas com ginástica de aperitivo. vamos lá voltar porque o ambiente o convida, boa música, espaço agradável a lembrar a casa da avó e o porto como fundo, boa conjugação.

6 de julho de 2007

trepar


num dos espaços de infância havia um quintal onde muitas borboletas foram apanhadas e, a pinças, para não lhes fugirem as cores, distribuidas numa folha para lhes admirarmos os padrões. também havia um canto onde às primeiras ou últimas chuvas do ano se formava um pequeno charco que enchíamos de barcos de papel com caracois lá dentro. lembro-o como um quintal enorme onde proliferavam as hidranjas de todas as cores, deve ser pequenino, de certeza, tão pequenino como o átrio da minha primeira escola que sempre me pareceu gigante.

4 de julho de 2007

viva o peixe



do centenário da indústria conserveira 1899-1999 esta é a participação que mais gostei, a do arquitecto siza. e um registo encontrado na zona, que pertencia ao antigo edifício do matadouro agora desactivado para esse fim.

mais mosaico hidraúlico a descoberta(o)








a fábrica pinhais é a única que subsiste do aglomerado de indústria conserveira que se implantou no areal do prado em finais do século XIX e que floresceu durante a primeira metade do século XX sobretudo suportada pelo porto de leixões. agora que a decadência há muito tomou conta da grande parte das estruturas existentes e que se processa actualmente um intenso movimento de subsitituição por habitações, resta visitar a única que se mantém em laboração e continua a exportar para mercados exigentes principalmente sardinhas em conserva. já visitei todos os seus recantos e espreitei-lhe os encantos. hoje, registei-lhe o mosaico hidraúlico que mantém na entrada de acesso aos escritórios.

3 de julho de 2007

capuchinho vermelho


às vezes improvisamos o capuchinho vermelho e brincamos e temos um lobo mau que não mete medo, a propósito o galão está lindo.

2 de julho de 2007

ainda de madrid


a minha bolsa nova daqui

1 de julho de 2007

under construction



ando às voltas com a experiência de executar um chapéu. escolhi um cretone de flores em tons amarelo. como forro usei linho, para contacto com cabeças delicadas gosto de materiais delicados. falta-me incluir o elástico que o ajustará melhor na nuca. como base, usei este meu chapéu também de flores com mais de 25 anos mas, delicio-me com o vermelho que também guardo da minha infância mas que tem um molde adivinhável mais complexo para as minhas primeiras experiências.

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982